Em que pese tanto avanço
tech, IA, algoritmos e previsões
ainda há um lugarzinho, um espaço
um canto que seja para o mistério
nesta vida?
Diferente do novo e do velho
a conversa aqui é do não conhecido,
do nada sabido, daquilo que se
desconhece e que se percebe
pouco razoável prever vir a saber
O exame é da possibilidade de
de contemplar, se é que ainda
sabe o que é isto… Todos os
espaços de dentro e de fora
estão tomados pela analise?
Difícil de aceitar a oferta
de que o racional não dá conta,
ou o que ele conta nem sempre é
o que realmente conta: que é
o que tem maior valor.
A percepção é condutora
ou nem mesmo ela promove
o contato mais fugaz com o
mistério? Onde mora, onde
fica, onde começa ? e termina?
Do doloroso que recebe
explicações que em nada
confortam e por isto,
não trazem sentido. Na mesma via
o sensacional que talvez…b.r.o.t.e!
Das infinitas matizes e cheiros
que desfilam bem diante dos sentidos
que se ainda sentem, e se assim é,
não explicam mas revelam.
Não é o caso de muito falar.
Desde sempre, sapiens repletos
de elétrons que vagueiam longe do núcleo,
cheios de espaço vazio que juntinhos
aparentam maciço o que de fato
Se ainda mora em algum canto
o mistério em sua vida que papel pode ter?
É doce e manso o convívio ou já expediu o
despejo e, data venia, no contraditório
encontrou pra tudo tem uma razão?

