Os mais pessimistas, ou aqueles
que temem encarar riscos negativos
frente aos riscos positivos, se descrevem
como realistas, muito frequentemente
o que chama a atenção.
Por outro lado, os otimistas
ou aqueles que compram
riscos, precificam perigos e
partindo deles definem
ações enxergariam menos o que há?

Comportamento natural ou
aprendido, estimulado ou tolhido
é fácil constatar nos grupos de
amigos, colegas, autores, esportistas
os que mais sorriem e os que não.

Pessimistas não alargam
a boca com facilidade, o olhar é focado
e profundo, identificam pormenores
analisam, comparam e opinam pela
conservação frente à novidade.
Otimistas têm um sorriso maior
olham o todo e pormenores se
encaixam, quando notados, na
argumentação que vai dar certo,
seja lá o que for. Por paixão, está cheio!
No embate de um lado com o outro
um grupo gostaria de convencer o
grupo oposto.
Ter razão é um parque
de delícias que seduz a todos.
Quem dera ficasse só na intenção.

Muitas vezes sob o mesmo tema
Sob o mesmo evento, discordâncias
acirradas e violentas têm espaço,
cozidas em altas chamas
o que poderia ser apenas: argumento.
Do controverso, da diversidade
de atitudes, da elaboração de perigos,
de medos ou coragens atávicas se forma
um entendimento privilegiado que contribui
para chegar a melhor solução.
Pode ser arriscado e muito;
pode trazer prejuízos de toda a sorte
estar com antolhos que entendem
toda uma complexidade de forma
binária, onde só existe “in” e “off”.







