Pobre você?
Difícil de se reconhecer
pelo peso que a simples
menção faz sobre os
ombros e o pescoço.
Se for enquadrar por
quesitos internacionais,
vai ficar difícil para a
maioria dos que por aqui
nasceram saírem da situação.

Das cinco dimensões
muitas batem no peito,
outras no meio da testa,
e, muitas vezes, mais de
uma, nos dão uma surra .
Sem acesso ao básico
da cidadania, tal como
saneamento ou moradia
digna, só para mencionar
dois, já fica evidente o nó.

Escolaridade então
amarra toda a garganta
e o grito de socorro
nem sai, fica preso na
dúvida se tem 2 “rr”.

Proteção social é
para deixar de lado,
fazer de conta que
desconhece o tanto
de lares sem reais adultos.
Acesso à “www” é
luxo destinado a fração
pequena dos que
nasceram na fronteira
com a Africa (nós).

Tudo listado mas
falta outro item que
torna mais miserável
mais roto, mais
esgarçado o ser.

Faltando tanto do
que é ponto de partida
como faz para avançar,
para ir mais adiante,
para conquistar o poder?
Pobreza de sonhos
de projetos, de futuro,
pobreza de planos, de
risadas de doer a barriga
pobreza agarrada em nós.
- Na publicação podem ser consultados
os dados de 2017

