Magia revelada, vem!

No final do dia
ou da semana,
do mes,
whatever,
Num final qualquer

Aprisionada no
uniforme do
cotidiano, cinza,
muito sem graça,
pouca chance de rir

E ontem, e na semana
passada também
tudo parecendo
tão igual, tem dó,
tem dó!

Não transparece
no elevador, no
carro, no metro,
basta manter
o olhar no chão

Mas virou a chave
da casa, do bunker,
do casulo, que
jeito tem de continuar
a esconder?

 

O marasmo gruda
na pele e o passar
do tempo faz o grude
mais forte ainda
tem dó, tem dó.

Quem sabe

o que acontece

depois de abrir um gesto,

um movimento

que conta tudo de si?

 

Magia revelada,

Graça manifesta,

Brincadeira

ou alucinação?

tanto faz!

 

Que venha a dança,

o espaço para mexer,

para esticar bem forte

no alívio do peso na coluna;

que venha toda a saída do ar.

 

No espelho a mesma cara

que descobre um risinho

boboca como deve ser

enviesado quando começar

e gostoso ao se completar

 

Que venha a chance

de descobrir uma,

a possibilidade que

estava escondida

que venha… vem?

 

https://www.youtube.com/watch?v=305ryPvU6A8&feature=youtu.be

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O texto e o vídeo dialogam para além destas questões

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