Costumamos atribuir preço como forma de expressar o valor que concebemos ao que quer que seja.
Podemos, num primeiro instante, não nos dar conta, mas precificamos tudo e todos, num critério próprio, repleto de explicações internas que só confirmam o que queremos ratificar. O questionamento não é, em boa medida, muito exercitado por estes tempos.
Entendemos como racional o que está revestido e imbricado de emoção e sentimentos e a simples atribuição dos noventa e nove centavos em substituição ao preço cheio é o exemplo cabal do que aqui se olha mais de perto.
De etiqueta em etiqueta vamos catalogando o valor que tudo tem.
A escala de valor se altera com o tempo
A correlação de preços, no entanto, se altera com o tempo.
Num dado instanto, sob alguma circunstância de afeto mais imperiosa, se altera, sem dó, a escala, invertendo posições.
O fato de uma pessoa famosa ser flagrada com um vestido azul pode representar boa chacoalhada na estrutura de preços da cadeia de vestuário, o que corrobora o tanto de subjetivo que constitui a formação dos preços.
A formação do nosso preço segue os mesmos padrões
Seja para a nossa oferta de serviço, na formação da proposta, seja quando analisamos os concorrentes ou assemelhados, a formação do nosso preço também segue as guias mestras de subjetividade que, por vezes, nem percebemos. Se o fizéssemos poderíamos ter alguma vantagem.
Explicando: os preços não são o resultado dos custos de produção acrescidos de impostos, taxas, penduricalhos para manter a estrutura de governo (ui!) e margem de lucro, numa conta grosseira.
Os mais acertados preços se formam da percepção.
Percepção subjetiva versus analise objetiva
O que se está identificando, neste texto, é que a percepção dos outros e a nossa própria representam entradas importantes para o processo de atribuição de preço.
Se percebemos nosso serviço ou produto, se o posicionamento dele representa, em nossa visão, uma posição inicial na escala em que está inserido, a formação deste preço terá que considerar esta percepção, sob pena, sem apelo, de erro crasso.
Para isto, as pesquisas qualitativas e quantitativas, mesmo àquelas menos sofisticadas, já sinalizam em que direção devemos nos orientar.
Veja algumas perguntas para investigação: Os demais nos percebem em que fase na escala evolutiva no meio em que estamos inseridos. Somos experts? Iniciantes? Há toda uma serie de semelhantes ou podemos mesmo nos portar como novidade?
Para cada resposta haverá um valor final, distinto e diretamente correlacionado.
Tudo tem preço e nada de mal há nisso
A precificação está bem distante de um mal, de um cinismo ou falha moral irreversível. É ferramenta de funcionamento social.
Primeiro constatamos, julgamos, comparamos com tudo o que já se sabe, daí catalogamos e atribuímos preço.
É este preço que faz com que aceitemos um café com um cliente e rejeitemos um papo, no mesmo horário, com a tia que veio visitar seu irmão. Por critérios de precificação, em dado momento, entendemos ter mais valor, portanto, maior preço, o tal do café.
Sentiu culpa? Estejais livre deste mal, oh pensamento infantil!
A ética e a moral não fazem parte desta reflexão. Quem sabe num outra?
No entanto, em outras horas, ficar longo período na academia pela satisfação do corpo esculpidoserá maior do que enfrentar diversos mercados para as compras do mês e a economia de parcas moedas e notas. Valor maior, maior preço embutido lá dentro da cabeça.
Daí o chocolate gourmet, a palestra do guru interestelar, o travesseiro de pena de profeta. Se há atribuição de valor, há margem e chances para elevação de preços.
Preços e apreciação
Do julgamento, da analise, comparação e exercício contínuos poderemos acrescentar critérios mais complexos para a precificação dos nossos serviços e produtos, como a percepção subjetiva de que tratamos.
Quanto de lucro poderemos auferir é razão direta do conjunto de fatores e é volátil, cada vez mais e mais rápido. E mais complexa a gama de requisitos.
O mesmo preço de ontem poderá não representar a percepção de hoje e ser um verdadeiro desastre, caso mantido, amanhã.
Aprecie o que há no entorno, o que há por dentro, o que lhe falta, o que seus pares percebem e o que não.
Lá na época da sua avó, ou do seu tio, àquele velhinho, era bem comum que fosse ensinado que temos 2 ouvidos e 1 boca para ouvir mais e falar menos. Faz algum sentido para você ou nunca lhe mostraram este conceito? “Whatever” ….dá para acompanhar sem jogar no google.
Combinados fazem parte do pré-jogo
Nos ambientes corporativos e até mesmo para os profissionais que operam em vôo solo, os freela, os MEis, os profissionais liberais, enfim, todos nós podemos refletir alguns pontos importantes antes de sair falando por aí no ambiente virtual.
pelamordedeos….. lá vem regramento…
Se trocar regramento por combinado, fica melhor? Pois que assim seja!
O que se está pretendendo, por aqui, é diminuir um pouco o tanto de piloto-automático que comanda as nossas ações a cada momento.
É fazer uma breve reflexão para que nossa atuação nas redes sociais nos reverta em resultados aderentes à nossa atuação no ambiente real.
Que a forma com que nos comportamos possa estreitar os laços entre estes dois mundos, esses dois contextos sem que venhamos a nos valer de apagadores potentes ou até mesmo legais para que nos salvemos da posteridade que pode vir a ser bem cruel.
Vamos?
Se estamos iniciando numa empresa conhecer os combinados é de grande utilidade se é que não o fizemos durante o processo seletivo. D.e.v.e.r.í.a.m.o.s
Os códigos de ética, os papers ou livretinhos (ebooks) que norteiam o que pode e o que não pode dizer naquela coletividade e serão de leitura primordial.
#Ficaadica : não se afaste disto.
Pode trazer refeição? Onde fazer? Onde armazenar? Tem dia da semana em que pode trazer o cachorro? E fazer tricot durante o almoço, pode?
Algumas empresas menores também têm ligado o alerta de que é interessante construir uma lista de combinados, entre todos, para o melhor convívio.
Temos ainda o que pode se publicar, o que vamos dizer nas redes sociais.
Aqui vamos pisar no freio para examinar um pouco mais detidamente.
Aquele lançamento, o novo produto, um sistema de gerenciamento adquirido recentemente que vai começar a ser implantado…
Os participantes do time da empresa podem publicar em suas redes? E selfies da gerente com toda a galera na comemoração pela meta superada?
Pode ou não pode, sabe dizer?
Caso não saiba, vale perguntar… ou até mesmo sugerir um encontro para debater algum norteamento destas publicações, que tal?
Para alguns ambientes é importante divulgar a cada momento o avanço, o estágio, a etapa do desenvolvimento.
Para outros, a estratégia é só aparecer com tudo pronto e arrumado.
Quem define o que pode e o que não pode?
Boa questão, hein?
Se você não sabe também vale se inteirar o mais breve possível
Se você é Euquipe, antes de sair postando lives, selfies e tweets a todo momento, esboce em algum canto o quê e como você vai vai se posicionar.
De tempos em tempos releia o que você escreveu para conferir se está tudo de acordo.
Se não há sintonia, há ruído
As postagens são de grande utilidade para diversos fins e num outro instante podemos até refletir sobre.
Neste texto focamos no início do caminho ou seja na criação e adequação do conteúdo que se vai publicar.
Dormiu não né? ufa
Tom, meio, forma, tudo contribui ou prejudica
Um ambiente mais formal de negócios pede um tom menos “largado” mesmo nas redes. Pode ter uma pitada de humor, mas sem escracho, né?
Alguns negócios podem ser explorados mais intensamente em determinada rede o que não exime da replicação nas demais.
Conteúdos mais densos ou mais ligeiros podem ser alternados, conforme o dia da semana, o evento, ou a rede em que será publicado.
Tenho que saber de tudo?
A resposta é sim e a resposta é não.
#boa
Das linhas gerais das publicações, todos na empresa devem conhecer.
Dos detalhes mais técnicos ,talvez, nem todos, se a empresa tiver alguém com este encargo.
figura de quadro verde com palavras de marketing digitial em letras
Pode ser que você que é “by-yourself” precise aprender mais ou se associar/ contratar alguém com esta expertise.
O que pode não agregar nada ao negócio é àquela live ou podcast publicados com muitos ruídos, risadas, treme-treme da imagem e, de repente, alguém aparecer gritando e xingando.
Ou um texto compriiiiiiiiiido, sem legibilidade, que não se consegue completar o segundo parágrafo de leitura, sem que o pensamento voe para o furo do cinto, que “andou” para longe da fivela, hoje de manhã…
Combinado antes fica fácil depois
Combinados os termos e demais aspectos das postagens tudo fica mais fácil e mais autêntico.
Dá para exibir muito conteúdo e tudo alinhado com o negócio.
Muitas vezes, ao receber uma orientação de tarefa, ou mesmo um novo projeto, surge uma visão no meio do time que vai na direção contrária ao que foi proposto.
Alguém enxerga um risco, uma questão que não foi posta na mesa, ou mesmo uma forma mais simples de chegar ao resultado. Só que… todo mundo silencia.
Os medos são muitos e favorecem o silêncio
Tempos mais do que bicudos, discordar da liderança, da chefia, ou mesmo do sócio pode trazer grande sofrimento.
O discordante pode ser encarado como um obstáculo, como alguém que está jogando contra, como um arauto da desgraça, corpo mole e, por aí vai.
Pode ter sua avaliação de desempenho comprometida e, até, demissão.
O silêncio se instala mesmo entre pares
Contar para o colega a ideia que é contrária àquela que foi proposta também pode trazer encrenca. Tudo pode vir a tomar proporções, sair do papo de dois e ir parar lá no ouvido de quem não se deseja incomodar.
Todos acabam por ouvir as instruções, anotar algo, se for o caso, balançar as cabeças e vida que segue
Conhece ou experienciou situação parecida?
O novo sucede o velho mas as barreiras estão borradas
Mesmo em estruturas mais enxutas, com propósito mais conectado com as novas práticas podem ser encontrados problemas de comunicação.
A urgência instalada acima de tudo faz com que o entendimento do que realmente precisa ser executado seja transmitido por meio de drops, diálogos breves, entremeados por diversas interrupções para contatos com diversas telas.
Se o time não entende, como faz para agir?
Temos atuações em que cada integrante faz uma parte, muitas vezes sem entender o todo e o retrabalho já está no radar.
Maior o custo, o tempo dispendido e a desmotivação… repetir tarefa é para qualquer profissional um rebaixador de satisfação.
Tem saída ou o cenário é feio assim mesmo?
Se a liderança não se dá conta, o processo de melhoria vai se arrastar por tempo indefinido.
Como numa orquestra se o maestro não percebe que há dissonância o trompete pode continuar errando, baixinho, que fica tudo bem.
Pode ser que alguém da clarineta avise que há algo errado; pode sim.
Mas também pode toda a orquestra fazer uma apresentação estridente hoje, na quinta e no domingo. Tudo igual…