O erro resulta do
pensar conhecer
um tema, vários,
pensar conhecer
bichos, gente…
Pensar conhecer
pode ser perigoso,
inebria e dá a sensação
de que nada mais
há para perguntar
Essa sensação é
conhecida como
“passa-moleque”
ou rasteira. É sentir
a danada que em seguida
se vai ao chão. Parando de perguntar
cristaliza, estagna, cria
limo, crosta, craca, teias
de aranha e cotão.
E, lá se vai a chance de
que exista
um pouco mais, um
pouco além, algo
que ora não se divisa
mas que pode estar lá
Ignorar é distinto, salvo
melhor juízo, vossa mercê.
É ter todas as possibilidades
para investigar, para percorrer
para tratar, junto ou separado
Talvez seja mais interessante
ignorar do que errar…
Talvez seja mais
simples e menos
“empoado”
Garantia, no entanto,
é névoa fina que
o tato não alcança,
o nariz perde o
cheiro e barulho não faz
