Muito barulho… pouco argumento

  • Do nada, no meio

Da conversa

Um lado subiu

O tom e fechou

O peito

  • Cruzou os braços

Apertou mais o cenho e

inclinou o tronco para frente,

na direção

Do outro

  • O outro

para não perder o páreo

logo na largada subiu mais ainda

para

suplantar

  • E num instante

uma discussão ferrenha,

acirrada onde cada lado

era surdo

fora-de-si

  • Cada argumento

não era ouvido

nem pelos demais

o que se ouvia

eram os

grunhidos

  • E depois de socos

sobre a mesa o que

começou sai

porta a fora

com a blusa suada

  • O outro

saiu depois de

uns instantes e

era facil perceber seu cabelo

e seu aspecto confuso

  • Ninguém entendeu

o motivo de tanto barulho e rancor…

foram saindo,

calados e o clima azedou

Foto distorcida de mulher em fundo branco, com capuz, balançando freneticamente a cabeça

Tanto faz falta

  • Sem se dar conta
    Pegou a gravata no armário e
    Enlaçou no colarinho
    Ou pegou o cordão e brincos.
    De que cor?
    Tanto faz…

 

  • Depois…tomou o café
    Sentou .. onde mesmo?
    Mastigou um naco d’uma torrada
    Ou d’um biscoito.
    Tanto faz…

 

  • Pegou a chave de casa, o blazer, jogou no ombro
    Seguiu pro trabalho,
    De taxi, metro, ônibus,
    Bicicleta não foi,
    Mas…Tanto faz…

 

  • Consulta o relógio de pulso
    Falta pouco …
    É…. Chegou…
    Passou o crachá, foi pro elevador
    pessoas conhecidas? Tanto faz

 

  • E começa a jornada do dia
    Deste dia que ..Tanto faz
    O banco ? A mesa?
    O cabide? O taxi?
    O elevador?

Tanto faz.. tanto falta

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