Para quem se lembra
de uma seriado distribuído
pelos canais de TV aberta
Perdidos no espaço,
hum… faz tempo….
Uma família americana
branquinha, tradicional,
papai, mamãe, filhas e
menino sapeca,
todos na “forma”
Havia também o contraste
de um “mal-caráter” atrapalhado,
para não ficar tão claro que o
mal pode conviver assim, na
sala de visitas das famílias.
Havia também um robô
que em nada remete aos
temores de tempos
mais próximos. Era uma
lata de sardinha enferrujada!
O mote era uma alternativa
para o prosseguimento da vida
dos humanos em terras outras.
Guerras, fome, violência de
toda sorte já estavam no radar.
Diálogos divertidos, leves
sem quaisquer mergulhos em
controvérsias, pincelando, de
leve, questões éticas para marcar
com as fortes cores de USA.
Para os que os tiveram por
companhia, na volta da escola,
no almoço, no lanche da tarde
fica, no entanto, uma edição
fraterna sem maiores reflexões.
Fica a lembrança, sempre
editada, de leves romances
da irmã mais velha e do copiloto,
das travessuras do menorzinho,
das trapalhadas do vilão, coitado!
Destas lembranças se alimenta
a indústria faminta por insumos
para produzir mais produtos.
Para obter consumo em quantidades
que enriqueçam suas fontes.
Novos atores, episódios,
argumentos, locações,
toda a tecnologia agora
disponível convida para
que tornemos a nos “perder”.
- Perdidos no Espaço – original
- Perdidos no espaço -remake












