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Exatamente humano
Faz um certo tempo que existia
uma disputa, uma competição,
para escolher se a profissão
seria de exatas ou de humanas
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Mais astúcia para as exatas
É o que se falava, desde então
Que as engenharias, físicas e
matemáticas precisavam de
pessoas mais astutas, mais
esforçadas, mais 3 letras
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Para as humanidades mais cultura
E para os que não gostavam de ler,
de bordar ou de inventar estórias, melhor
escolher exatas pois eram mais objetivos
mais centrados, menos propensos aos
sonhos, mais pé-no-chão
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Criada a segregação: humanas x exatas
E nos cursos, os prédios das aulas são
via de regra, separados, distantes mesmo.
Matemática na ala norte, literatura na ala sul
Nenhuma disciplina em comum e mesmo nas
festas não havia “mistura.
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Quem inventou isso não se sabe
Mas, parece, que existe até hoje
E separados ficaram os físicos de um lado
Poetas do outro; astrônomos prá lá
e historiadores prá cá.
Engenheiros? distantes dos Sociólogos.
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Só não contaram para a vida
Mas e na vida? os pensamentos também
não se comunicam, não se entrelaçam?
Escrever é prerrogativa de uns?
Um expert em tubos de ensaio não chora
lendo uma obra especial?
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A tal da rede, onde fica?
Crescente o entendimento de que
tudo está interconectado; crescente
a destinação do tempo despendido
em redes; logo, qual o sentido da separação
entre áreas do saber?
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Humanamente exato
As áreas se intercomunicam e ganham
em saberes com as trocas das mais
variadas. É prática antiga entre cientistas
trocar opiniões sobre experimentos e
conclusões. É humanamento exato.
