Escombros,
ruínas,
desolação,
cacos,
pedaços.
E começa de novo:
Ergue,
constrói,
põe de pé,
levanta.
Muros, muralhas
tudo pro chão.
Um incrível
nevoeiro de
estilhaços!
E começa de novo.
Ergue,
constrói,
põe de pé,
levanta.
E o pedaço do que
caiu primeiro
já está misturado
com o caiu depois…
E vai saber qual é!
Num momento,
que tempo é assim,
Pow! Rompeu,
esgarçou,
fraturou ao meio.

E mais cacos se
misturam no pó,
na nuvem, no vento,
que lança longe
ou por baixo, vai saber.
Misturando a antropologia,
Confundindo a história,
Manipulando as teses:
Reconstruções sucessivas
Sobre ou sob escombros?
Quantas camadas têm
as verdades, os conceitos
Que jura de pé junto
São os mais
Acertados?
Quantos pedaços mutilados
Rearrumados sob novos
Sentidos, aleatórios ou
Por convicção, o que,
No fundo, dá no mesmo.
A cada instante, ou num
Conjunto de muitos,
Sem ou com guerras,
Vítimas ou heróis
Fardados ou à paisana
Em avanços sucessivos,
inclusive para trás,
misturamos o pó,
na argamassa que
faz a Troia nossa de cada dia.







