Ler e nada entender
São tantos que não se conta
E que nada contam, de vergonha,
De desprezo, de medo, de
escravidão, não se contam;
não se importam.
Outros acham mas não encontram
Contados, categorizados,
tidos na aptidão, não entendem,
não elaboram, não compreendem,
não encontram como seguir
mera instrução.
Das letras não lidas
Dos poemas que não lhes chegam
a mente, nem ao coração, das
bulas que não lhes curam males,
dos roteiros que não podem seguir,
dos textos que em nada lhes agrega.
Vítimas ou vitimizados?
O algoz não se aproxima,
é conhecido por não se apresentar.
Quem vai saber dos motivos,
das razões reais ou subjetivas,
se é que existem, cada qual?
Naturalizando o não natural
Esquecendo, dissolvendo os
conflitos reais, o que não é
natural, natural vai ficando,
ficando mais fácil ainda pro artificial.
O quanto é possível
Sem alarme, sem medos
sem chagas pelo avanço,
entender que o mais adaptado
ao meio é inteiro pra conquistar?
Melindres, firulas, medinhos:
Para tudo isto lugar não há por entre
linhas de código precisas e
impolutas que juntam o necessário
à solução inodora, insípida e sem cor









Um comentário em “Ler e não saber – IA faz melhor do que você”