No meio do falso,
no meio do nada,
totalmente só;
o que buscava?
qual a razão de ficar?

Os sabe-tudo, os
que conhecem das leis
de comportamento,
das teses, dos órgãos,
também destes, o queixo caiu.

Opção premeditada
adotada por quem não
teria esta condição
ou simplesmente uma
incapacidade de seguir?

Mesmo aos que têm
a condição, os “racionais”
mesmo estes não desistem,
cansam, jogam a toalha e
se deixam por aí?
Ou a permanência se
deveu à fraude, ao falso,
à ingrata alegoria criada
para iludir uma presença
que nunca existiu?

E quanto também aos
sapiens, a ilusão, o engano
promove a desistência ou
o avanço, tudo com base
no que nunca existiu?

Cercado de concreto,
quando deveria estar
cercado de seres que
voam, que acasalam
que constituem um “todo”;
Sofreu ou desfrutou?
amargurou o abandono
ou nada deste universo
lhe pertence a visita?
Pena, bico e nada mais?
No meio do falso,
tudo se acaba na
paixão pelo “concreto”
que talvez tenha sido
sua razão de permanecer.

E lembrando dos gregos
que certamente nunca
leu, Nigel fecha o ato
de um drama tão triste
e que talvez nunca existiu








