O ofício faz o monge

Faz o pedreiro

a calista, faz

o bancário, a

cenógrafa e

pilotos em geral

 

É no fazer que

opifex toma corpo

reúne recursos

couraça, eficiência

e autonomia

 

A separação entre

a voz que chama

e o próprio opus

é matéria controversa

quem escolhe quem

 

A formação vai deformando

aparando arestas e criando

pontas de tal sorte que

a excelência é obtida

com dor e teimosia

 

Já não se enxerga sem

os antolhos dos ofícios

para os quais fomos

escolhidos ou fingimos

escolher… vai saber

 

É frequente famílias

inteiras do mesmo

ofício e, uns e outros

desgarram e retornam

mas há pioneiros, isso há

 

Quando décadas vão se

empilhando no exercício

frequente do mesmo

“dom” se percebe um

conforto… Para que  mudar?

 

Mudar não é valor absoluto

talvez nem seja valor

O conforto por si só

também não é vilão

e dá para chutar a caixa

 

sempre que um bichinho

lá por dentro comece

um comichão incrível

que vai zunindo no

ouvido: porque não?

 

#maisdetrintadeengenharia

 

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