Olhando pro lado e pro outro,
pra cima e para baixo;
muita pose… encarando
a mesa ou a tela… disfarça:
“muito o que fazer”
Desviando das tarefas,
terceiriza o protagonismo:
recolhe as mãozinhas tal
como Horácio, o dino,
e nunca é sua vez.
Senta no pelotão
dos fundos, na turma,
sem responder. Atrever-se
a resposta ou a ajudar?
Para quê?
Atribui o insucesso,
o infortúnio às
condições do clima,
às más companhias,
à família, à Lua na casa V
Se por descuido, acaba
num beco sem saída,
fecha os olhos, abaixa
a cabeça e já mareja
os olhinhos… é o fim!
Sua chance de assumir
o que quer que seja,
nos inúmeros eventos
da vida é infinitesimal:
nem consta do seu repertório.







