Poder e glória,
fama, aplausos
olhares, cabeças
voltando na direção
deles.Quem deu?
Indiferença não
lhes cabe, nem
tão pouco a modéstia.
Quaisquer ação ou
inação repercute.
Intensos sentimentos
despertam com frequencia
amores, idolatrias, raivas,
ressentimentos, ódios
sempre relevantes
Habitam um olimpo
cercado de brumas.
Têm coceiras? unhas doídas?
e cera no ouvido, também?
Ou são asséptico-pasteurizados?
Fazem de conta para
os outros que inabaláveis
decodificam horizontes.
Para os demais é só uma
linha, lá longe mesmo.
Exibem seus conceitos
e pensamentos em todos
os cantos e para todos os
meios, há quem se interesse
por eles. Sempre há…
Numa versão atualizada
de semi-deuses desconsideraram
poderes antigos, para jogar com
cifrões, redes, produtos, medo,
anseios e outras commodities.
Espadas nem adagas,
nem capas nem turbantes,
nem tapetes que voam;
nem sabres, nem anéis
de luzes, não; nada disso.
Poder recebido
de milhões em todo o globo,
docilmente encantados
pela suas auras. Mas …
quem adornou? Quem botou lá?
Para dar maior graça
ao convívio entre os
que estão acima, resolvem
dançar entre twiters e
adds impulsionados.
As mesuras da coreô
são desenhadas a cada
lance, complementando
o esmagão as cabeças não
muito pensantes, como aqui.









