Sirva-se sem rapapés
e de melindres não me
fale. Pode pegar mais
de um, mesmo com a
luz acesa.
Escolha o que lhe apetece
ou o que nunca provou
e sempre teve aquela
vontadezinha escondida:
é o momento!
Talvez esteja um pouco
quente ou frio demais;
nada que não possa
ser revertido. Afinal
considere o calor da hora.
Teve ímpeto de se empapuçar
e sorver o último pedaço do
pacote? Não se aperreie,
nesta fase é lícito exagerar
e não se conter.
Consequências sempre há,
mesmo na pasmaceira da
quietude do tudo-como
sempre-foi. Melhor fechar
os olhinhos e se atirar…
Conselhos em contrário
existirão aos montes e
quem dá assunto a paisagem
é pintor de feirinha. Vá pela
sua cabeça ou seu coração.
Se der tudo errado e a culpa
se apresentar na frente do
seu nariz: negocie. Pode ser
apenas um traço e nada mais.







