Voynich, manuscrito antigo
daqueles repletos
de símbolos, desenhos
tudo com esmero
sem uma rasura sequer!
Como pode ser
tamanho apuro
escrito à mão, no bico
na pena, tudo tão
certeiro, como pode?
Desde muito tempo
muitos se empenharam
em descobrir o seu
sentido, pois sem
sentido não sossegamos.
Precisamos de um
motivo, uma razão
decodificada e que
nos traga conforto
que nos tire da danação .
Construíram hipóteses,
teceram argumentos para
o que deveria ser tudo
aquilo, e, também, quem
seria o possível autor.
Um adolescente marciano
que deixou cair de uma nave
espacial o “seu”livreto?
Um mago das florestas,
lá em 1500, que concebeu Voynich?
Estórias não faltaram
e que graça trazem aos
dias e às mentes empenhadas
em decifrar seus códigos…
ah um desafio, que delícia!
Quanto de energia mental
de tantos corpos, ao longo
de tanto tempo foi consumida
ou empregada, na tarefa
que se auto impôs!
Mas sempre tem alguém
mais dia, menos dia, que
chega com uma solução
que divulga a chave para
interpretar e por fim ao caso
Fica, após esta conclusão
uma sensação pequena,
escondida, uma saudade(?!)
da época em que tanto se queria
mas que sem dó, não se atingia.






