Analisando dados e padrões, evidenciaram
alguns momentos da semana, do mês ou
do ano em que estas resoluções, para novos
costumes,têm mais chances de sucesso.
QUais são?
Iniciar um novo comportamento na segunda feira
avança uma “casa” , na terça feira, fica onde está .
O primeiro dia do mês é mais favorável do que os
outros; dia da formatura? está valendo!
E o dia do aniversário? também serve
como alavanca.
QUAL A RAZÃO DE COMEÇAR NESTES DIAS?
O que está nos bastidores é o
truque em cartaz lá nas nossas mentes.
Estes dias nos facilitam a deixar
o que aconteceu para trás e
de fato partir para um algo novo.
Quando novembro se despede e dezembro dá o ar da graça parece que tudo se acelera.
· Uma infinidade de tarefas para realizar numa agenda que tem que dar conta da quantidade de eventos aos quais é quase obrigatório comparecer, sob pena de arranhar alguns relacionamentos mais especiais.
· Afinal, o amigo oculto da academia tem que ser prestigiado sob pena do seu personal caprichar na serie, logo na segunda semana de janeiro, e haja condicionamento!
. Trabalhando e fazendo todo o restante em “voo solo”, ou quando muito, com mais uma pessoa para ajudar, a chance de você esquecer dos seus clientes está posta na mesa, junto com o chester e o espumante.
Então é importante lembrar de algumas providências:
Cuidados especiais com os clientes na época dos festejos de fim de ano
1. Se você vai ficar off-line num determinado período, por exemplo entre os dias 20/12 até 06/01 mantenha sua base de clientes e de prestadores de serviço informada com a maior antecedência possível. É aconselhável também reforçar a mensagem na véspera do período da sua ausência.
a. Caso tenha elaborado uma alternativa para atendimentos de urgência, uau, muito melhor. Inclua a informação nas mensagens. Caso não seja oportuno em virtude do tipo de serviço ofertado por você, siga para o passo 2. Ou fique aqui no passo 1 pensando numa saída para os casos de emergência. #prontofalei
2. Se você vai encurtar as jornadas on-line mantenha também a comunicação para todos com os quais você interage.
3. Estabeleça seus limites, lembrando que é comum a produtividade menor em dezembro. Já acertou com seu cliente um plano de recuperação? Caso contrário fique aqui no passo 3 e elabore o plano, o mais breve possível. Apresente ao seu cliente e em comum acordo fechem a previsão.
Caso o serviço envolva sua presença ativa, pessoal ou virtual, é mais relevante ainda lembrar dos passos 1 a 3 para evitar dissabores.
Gosta de ditados populares? Aqui vai:
“o combinado não é caro”
Então, use a listinha acima para manter o relacionamento “afinado” .
Por último, bem óbvio, envie uma mensagem personalizada para todos os clientes e prestadores de serviço com os cumprimentos pelos festejos e de votos para um ano novo dos melhores.
Durante um contrato, ou mesmo numa prestação de serviços eventual sempre se faz necessário transmitir boas e más notícias.
* Prazos/orçamentos ultrapassados ou situações não previstas.
* Oportunidades que surgiram e trouxeram benefícios ou alívio aos custos originalmente orçados, por exemplo.
E, muitas vezes, há simultaneidade : ocorrências que agregam e que comprometem!
Como fazer para transmitir ao cliente?
Qual deve ser a melhor forma?
Primeira escolha : Contar primeiro a melhor para já conquistar um sorriso do cliente e depois àquela que pode fazer chorar?
Ou é melhor contar logo a encrenca e já acenar que tem bônus ao final?
que os estudiosos questionam toda a racionalidade que acreditamos ter na momento de tomada de decisões. Parece existir uma economia mental.
Daniel Kahneman e Tversky, lá pelos idos dos anos 70, em seus estudos de julgamento sobre incertezas e racionalidade, alertam que não necessariamente escolhemos a melhor opção.
Escolhas privilegiam alternativas que não trazem os melhores resultados!
Os estudos na área do comportamento com o foco na tomada de decisão influenciaram de maneira inequívoca o campo das ciências lançando as bases de novas investigações na economia.
O postulado é “o julgamento inferencial humano afasta-se sistematicamente do prescrito pelos modelos racionais de escolha”. Antes dos psicólogos, Simon, quase nos anos 60, já destacava a racionalidade limitada no tratamento das informações disponíveis.
Esta reflexão considera que utilizamos mecanismos simplificados em substituição àqueles outros, mais sofisticados, que consideram probabilidades e outros contextos. Assim, poupamos esforços e conseguimos, rapidamente, escolher alternativas sob um cenário de incertezas.
Lembremos que a conservação da nossa energia é “programa” implantado em nosso comportamento, desde sempre, em virtude da dificuldade de obter comida, lá nos tempos idos, e comida é nossa fonte de energia.
Logo, o programa visa a retenção dessa energia para que pudéssemos atravessar períodos mais longos sem fontes de reposição.
Esta também é uma das razões para evitarmos / contornarmos / ou até adiarmos/ a realização de tarefas que não nos parecem de simples realização.
Tarefas que teremos que raciocinar, pesquisar, comparar e resumir demandam expressivo gasto de energia e o programa pretende esta economia. Está criado então um mecanismo cognitivo para a solução de problemas de maneira mais simples ou até mesmo para que venhamos a adiar determinadas ações.
Considere, no entanto, que se tivéssemos que analisar as possíveis trajetórias que um tigre em nossa direção poderia tomar antes de corrermos, poderíamos não estar escrevendo este artigo.
Por outro lado: está amplamente difundido o conceito de alimentação saudável e seus benefícios para o corpo e mente; mas a escolha pelo consumo de fast food e de alimentos calóricos e bebidas açucaradas atravessa o cotidiano. É alternativa de menor custo, mais abundante e de recompensa imediata. Ou é o que se pensa como justificativa!
Outro exemplo da dupla de psicólogos: “Linda é solteira, franca, brilhante e tem 31 anos. Licenciada em fisolofia tinha interesse em questões de discriminação social e outros assuntos sociais à época da faculdade, participando também de manifestações anti-nucleares.Qual a mais provável das alternativas : a) Linda é bancária b)Linda é bancária e feminista?
Adotando a alternativa b como a de maior probabilidade estamos violando uma regra básica que identifica que a conjunção de probabilidades possivelmente ocorre em menor número.
Ou seja é mais provável que Linda seja bancária do que Linda seja bancária e seja também feminista.
No entanto, mesmo após conhecer a regra de probabilidade, intuitivamente, se considera que a alternativa b é ainda a mais provável, certo?
O que se pretende estabelecer é que ” a priori” nossa capacidade de tomar decisões no âmbito das probabilidades não é ótimo. Daniel_Kahneman
O que se distancia de estabelecer que nossa capacidade é inútil, bastando lembrar do tigre em nossa direção.
A situação agora é pedir um financiamento : o mecanismo de decisão aciona o cálculo do montante a pagar todo mes.
A taxa de juros neste momento não é considerada, via de regra, e a tomada de decisão toma por base o resultado daquele cálculo. Se a parcela a pagar “cabe” no seu orçamento, sinal verde para a tomada do financiamento.
Outro exemplo seguindo a situação acima: o financiamento foi pago e parte do dinheiro sobrou. Neste mesmo momento, você observa uma promoção de redução de até 50% no valor de um smarphone. Você compra o produto sem analisar se a redução realmente deixou o produto mais barato. Contabilidade mental
Ou se ele era ofertado, em outra revenda, sem desconto, por valor ainda menor !
As decisões financeiras exemplificadas foram irracionais e motivadas por uma demanda imediata.
Este cenário é frequente nas tomadas de decisão que tem foco específico.
Para elas se estabelecem mecanismos de simplificação, como acima exposto, que desconsideram toda uma serie de variáveis.
Acabamos por adotar “sempre” o comportamento que adotaríamos para fugir do tigre (para “carregar-nas-tintas”).
Estes exemplos também se inserem na teoria da “economia mental” ou”contabilidade mental”, criada pelo norte-americano Richard H. Thaler, ganhador do prêmio Nobel de Economia de 2017.
Ele revela que tomamos decisões criando contabilidades diferentes na nossa mente que nos enganam e nos levam a, muitas vezes, perder dinheiro.
É abundante o conhecimento de que dinheiro que é obtido de maneira fácil também é gasto de maneira fácil.
Também é da sabedoria popular que gastamos mais quando compramos com cartão de crédito do que quando compramos com o uso de moeda mesmo. Sendo que a fonte dos recursos é a mesma, ou seja, tanto a moeda quanto à fatura do cartão que será paga diz respeito à mesma fonte: você!
Portanto, desconfie das razões que você mesmo apresenta para adquirir aquela promoção imperdível.
Mas não pensa muito não e começa logo a correr se vier um tigre em sua direção, combinado?
· Numa entrevista com um autor renomado e excepcional volume de livros vendidos ao longo do globo terrestre foi perguntado qual ,dentre todos os bens que já tinha acumulado, era o mais importante . Respondeu: o tempo
· A resposta que surpreendeu a muitos parece, à princípio, sem sentido. O esperado seria a menção às propriedades, obras de arte, carros luxuosos, joias ou até mesmo numerário.
· No entanto, quando paramos para uma analise, o sentido maior é encontrado.
A única certeza que podemos ainda confiar é que temos um intervalo de tempo finito por aqui, nesta jornada.
Observar e redistribuir o tempo destinado às mais diversas atividades do dia a dia, irá, seguramente, contribuir para melhores resultados.
Fica um tempinho por aqui e veja algumas dicas
· Como é definida a priorização das atividades:
No solavanco de e-mails, mensagens de aplicativos e ligações é bem comum que uma priorização não se estabeleça.
Afinal, respondemos à cada um dos estímulos, quase que automaticamente. No entanto, o que nem sempre temos em mente é que para esta pronta resposta há um respectivo intervalo de tempo e de energia envolvidos.
E não necessariamente este “aporte” origina um resultado de mesma proporção.
Realizamos o investimento mas não colhemos os dividendos.
o Estar alerta para este consumo desenfreado de tempo e energia pode reorientar muitas das atividades e “abrir” saborosos intervalos que poderão ser utilizados com maior sabedoria proporcionando resultados mais interessantes.
o Questione, com vagar, o quanto do seu tempo é destinado a cumprir tarefas e requisitos trazidos por outros e os respectivos resultados.
Poderá se surpreender!
· O quanto do seu tempo é consumido em cada atividade
o Não se trata de transformar a vida numa escravidão do cronômetro. Longe disto!
o Conhecer, no entanto, o quanto de tempo que é empregado em cada atividade também conduz a uma redistribuição mais otimizada.
Vale até mesmo registrar uma semana e depois analisar o resultado.
Poderá se surpreender 2, o retorno 😊
· Quanto das atividades que você faz que poderiam ser realizadas por outras pessoas?
o Na infinidade de tarefas que você desempenha não existe oportunidade para transferir para outros a responsabilidade por algumas delas?
o Mesmo trabalhando de maneira solo, algumas atividades podem ser automatizadas o que já é um ganho de tempo e de energia, pensou nisso?
o Que tal incluir familiares que podem também “receber” algumas das atividade , ou mesmo haver uma troca de responsáveis. Será que não haverá um melhor desempenho? Afinal, passear com os cães pode ser atribuição da filha, ou pode conversar com o vizinho que também tem cachorros, bolando um revezamento e, por aí vai.
· Que atividades são importantes para você e que você não faz
o Isto mesmo, não há equívoco no texto não.
o Fazer exercícios físicos, meditar, se reunir com amigos, ler, descansar, integrar um grupo de prática religiosa ou de trabalho voluntário… enfim. Quantas atividades você se ressente por não estar realizando?
o Cumprindo as avaliações acima deve ter “surgido” um espaço para ao menos uma delas sair do universo da “intenção” para o terreno da “ação”.
o Começa já!
Vale revisitar com frequência a destinação do seu tempo e energia para manter na execução o que de fato é relevante para a pessoa mais importante de todas: