Par ou ímpar?

É imediata a conexão

com os pares. Um diz

uma palavra e o outro

já completa. Nem precisa

arquear a sobrancelha

 

As risadas costumam ser

originadas dos mesmos

estímulos e, por vezes,

até em questões menores

a similitude diz: presente!

 

Podem existir pequenas

rachaduras, aqui e ali mas

nada que um, no fundo,

não pense que é só implicância

do outro. No fundo tudo igual

 

Da primeira simpatia, vem a

segunda e a quinquagésima

logarítmica neperiana e um

convoca o outro pro time,

para empresa, pra padrinho

 

Aos ímpares o tratamento é

reservado, com passa-fita de

chateação e ornamentos de

desconfiança. De onde saiu

aquela criatura, MeoDeos?

 

Numa pequena divergência

se instala um canyon.

É comum a visita aos

tribunais ou mediação

para dirimir com quem fica a galinha

 

Pelo fato de existirem em teoria,

não há vacina para o desassossego do

encontro à vera. Até mesmo rezas,

em alguns casos, costumam ter

origem neles. É o que se sabe por aí

 

Os ímpares costumam constranger

e estressar avaliações, critérios e palpites

que lá estavam, tão bonitinhos, no aconchego

das piscadelas entre os pares.

E é deste confronto que há crescimento

 

Para ratificar o que já estava,

Para substituir o que não devia,

Para misturar um e outro

e sair uma outra ideia, projeto,

pessoa. Danados estes tipos!

 

Detalhes, eles não têm culpa

Fala-se mal deles com tal

veemência e costume que

assumem caráter, natureza

distante do que é bom e

desejável

 

Alguns dizem que são morada

do “que-não-presta” e que devemos

nos manter vigilantes para não nos

deixar atacar. Afasta de mim!

É o que dizem…

 

Outros nem deles se apercebem,

é tanto no que pensar, cuidar, pagar,

fingir que nem vistos são. Por felicidade,

ou tristeza, passam incólumes pelo

cotidiano e assim ficam por lá

 

Há um grupo,  no entanto, que gosta do

perigo e sempre lhes dá assunto…

Flertam mesmo, piscando pálpebras que

ainda é usual… ou era, tempos idos, já

não se sabe mais

 

Neste grupo destemido, estão os de

peito inflado e também os de lente

grossa. Os que não costumam falar

pelos 7 ventos e àqueles que parecem

cabeça vazia. Só que não!

 

Perigosos, cheios de carisma, desafios

certeiros à paciência e ao controle de

emoções, são eles, os detalhes, que

podem fazer mágica que resulte em

tragédia ou esplendor

 

 

A sua idade

Contação de estórias, de casos, de experiências. Costumam dizer que é mania dos velhos

A alegação tem motivo: se muito jovem, que estórias terá para contar, de fato?

Dita mania, palavrinha que enseja loucura, tem raiz antiga, vetusta mesmo.

Difícil uma civilização existir alguém contando pro outro algo que viveu

Até mesmo infortúnios costumam ser tratados, estes, no entanto, só com os eleitos.

Aos “de fora” não é usual contar de fracassos, revezes e nem de sonhos. São tesouros!

O silogismo se enriquece com o aumento do repertório e a vivência o concede

Não por garantia atávica e indiscutível, isto também se sabe… ou se deveria

De tal sorte que o grupo que já passou dos 70 não se sinta oráculo e os que tem menos de 30 que se sintam confiáveis

Tudo depende da sua idade

 

Onde estão as nossas ferramentas?

Mesmo sabendo que o nobilíssimo e a maravilhosa são ímpares no universo, uma ajuda não os desacredita.

Uma ajuda de ferramentas para abreviar, para dosar o uso da força,  racionalizar o $, para usar menos e isso já é bárbaro.

Mais incrível ainda é usar melhor e aqui se enfatiza pelo gosto castiço do destaque e da repetição escolástica, salvo engano.

Ato falho intencional, perdoem.

Voltando às chaves e marretas: para o emprego adequado de ferramentas é notório que devam estar em bom estado.

Que os mais afoitos perdoem: preservar é fundamental

Neste quesito se encontram também o acondicionamento e a verificação periódica.

Largou ao abandono, guardou sabe-se lá Jesus onde, não poderá contar com o dispositivo, e, novamente, se enfatiza por motivos já apresentados.

Convém, ainda, reunir ferramental adequado ao tamanho do que se pretende atacar e não prenda a respiração, pois de violência não se trata por aqui: o ataque é a tarefa, ao desafio, ao problema.

Ao particionar o que deve ser “resolvido” é simplificado também o dimensionamento e especificação dos itens que farão parte do cinturão de soluções.

Particionar sem desprender, sem soltar os pontos de contato entre os elementos e o seu “todo”. Caso quebradas as conexões já não se conhecerá muito bem o que se tem pela frente.

E mal maior não há!

TEM SALVAÇÃO?

Não duvide

da origem

do “salvar”

para tarefas

de tecnologia  em geral

Não duvide

que a

origem

acarreta

significado

Não duvide

que o

desconhecer

em nada

modifica isso

Não duvide

que há na

salvação

camadas,

layers, superpostos

Não duvide

que houve

outra época,

anterior aos

anos 80 sec.XX

Não duvide

que na intenção

há caminho

intangível e

condutor

Não duvide

que a

dúvida é

parte da

crença

Não duvide

da possibilidade

saudável da

incerteza

insidiosa

Não duvide

que aquele

trabalho, ideia

sonho, teoria

pode estar…

#nãoduvide

Post do dia 15/7/2020

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