Fazer bem sem olhar com quem

A excelência do fazer;

O absoluto conhecimento

dos meios, métodos, conceitos

formas, tempos e valores,

O d.o.m.í.n.i.o

 

São notáveis, são referência

para os demais, menos dotados

de têmpera, de pendor, de

insônia e de longos períodos

sem alimento até conseguir

 

empurrar o limite anterior,

a conquista de outrora para

longe e estabelecer outra.

Para além, para muito além

dos pódios anteriores.

 

Destrinchando as dificuldades,

na obsessão  em lapidar,

em refinar, em ter mais repertório,

mais munição para vencer o desafio

visto como um inimigo.

 

Perdidas, por vezes,

a interação, colaboração de

outros que tragam também suas

capacidades, dons, saberes de

outras naturezas. Nada vê!

 

O facho de luz é menos potente

no entanto, identifica mais sombras…

O direcionamento fechado num

foco afiado anula o contexto:

pode fazer bem, sem olhar com quem

 

Encontrar a justa medida

desejo antigo que ainda atordoa

o lugarzinho atrás do nariz…

A realeza da conquista embriaga

pela lindeza que está no espelho

https://www.youtube.com/watch?v=rumvsghcGh4

 

Joga fora no lixo

Cuidados que são bem-vistos

sem muito dizer que não.

É moda, é o costume do

momento. Ambos difíceis

de reversão

 

Questionar a maioria é

tarefa para semideuses.

Deuses não perdem tempo

com querelas aqui de Gaia

é que contavam os antigos

 

Então, é para guardar o que

puder e tratar de ajeitar uma

maneira de usar aquilo.

Usar de outro modo ou fazer

umas piruetas e usar novamente

 

Decidir por jogar fora, “asi no mas”

vai manchar a reputação e isso

é difícil precificar… melhor

guardar em algum canto até

saber o que fazer com a “coisa”

 

Ah pode dar para outra pessoa

mas para quem? e como?

é… possibilidade que dá

trabalho também como

as demais

 

Melhor guardar em algum

canto até saber o que

fazer com a “coisa”. Mas

guardar onde? espaço

é pouco… e dá trabalho

 

Não dá para usar de novo

assim deste jeito…não dá

para usar com outra coisa

assim deste jeito… não dá

para doar sem saber como

 

E não dá para guardar se

não tem espaço… jogar no

lixo também não pode

eita, sinuca de bico danada…

quem sabe, bem escondidinho…

 

 

 

 

Vai um risco aí?

Sirva-se sem rapapés

e de melindres não me

fale. Pode pegar mais

de um, mesmo com a

luz acesa.

 

Escolha o que lhe apetece

ou o que nunca provou

e sempre teve aquela

vontadezinha escondida:

é o momento!

 

Talvez esteja um pouco

quente ou frio demais;

nada que não possa

ser revertido.  Afinal

considere o calor da hora.

 

Teve ímpeto de se empapuçar

e sorver o último pedaço do

pacote? Não se aperreie,

nesta fase é lícito exagerar

e não se conter.

 

Consequências sempre há,

mesmo na pasmaceira da

quietude do tudo-como

sempre-foi. Melhor fechar

os olhinhos e se atirar…

 

Conselhos em contrário

existirão aos montes e

quem dá assunto a paisagem

é pintor de feirinha. Vá pela

sua cabeça ou seu coração.

 

Se der tudo errado e a culpa

se apresentar na frente do

seu nariz: negocie. Pode ser

apenas um traço e nada mais.

 

 

 

Fora da caixa

E se há mal que muito dura

há bem que logo passa;

entre remédio e veneno

o gosto pode resvalar

mas vende bem

 

O que vende bem

se afirma na cadeia

dos juízes não togados

que sentenciam no twitter

as penas de muitos “times”

 

É para fazer assim e não

assado e ai de ti, pobrezito.

Que insurreição terá lugar

no santo terreno do consenso?

Poderás evitar a dor de passar do Bojador

 

Evoluir; não melhorar:

esforço para o segundo

e inércia para o primeiro, esta

é a Lei. Basta seguires as luzes

de kpis e ao reino adentrar

 

Nem espada, nem flor.

Nem contrarrazões. Concordes

sempre com o que é superior

nos ditames de todos.

 

Saltes os limites da caixa,

pois é lá fora que deve

estar os teus pensamentos

ainda que nela exista

encantos. Pules!Já!

 

 

 

 

Quem foi?

Olhando pro lado e pro outro,

pra cima e para baixo;

muita pose… encarando

a mesa ou a tela… disfarça:

“muito o que fazer”

 

Desviando das tarefas,

terceiriza o protagonismo:

recolhe as mãozinhas tal

como Horácio, o dino,

e nunca é sua vez.

 

Senta no pelotão

dos fundos, na turma,

sem responder. Atrever-se

a resposta ou a ajudar?

Para quê?

 

Atribui o insucesso,

o infortúnio às

condições do clima,

às más companhias,

à família, à Lua na casa V

 

Se por descuido, acaba

num beco sem saída,

fecha os olhos, abaixa

a cabeça e já mareja

os olhinhos… é o fim!

 

Sua chance de assumir

o que quer que seja,

nos inúmeros eventos

da vida é infinitesimal:

nem consta do seu repertório.

 

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