De perto tão especial

De perto tão especial

de perto

Tinham cadeiras

Mesas e sofás

Tapetes, luzes

Plantas e enfeites.

Tinham camas,

Colchas,lençóis

Panos de copa,

Copos e louças,

Talheres e chaleira.

Tinham chave de

Entrar e sair.

Aquecedor pro frio

Cobertores, também,

Chinelos, sapatos.

Mas o que podia

Ser tão igual,

Ficava muito

Diverso, sendo

Cada um .

Só de olhar já

Se sabe das

Infinitas posturas

Cores e humores

Dos que lá residem,

Já se sabe das

Crenças ou da

Falta absoluta,

Já se sabe das

Perdas e sonhos,

Dá para saber

Dos anjos que

Visitam ou não.

Do terror e do

Medo da solidão.

De perto, tão especial

 

Ler e não saber – IA faz melhor do que você

ler e não saber

ler

Ler e nada entender

São tantos que não se conta

E que nada contam, de vergonha,

De desprezo, de medo, de

escravidão, não se contam;

não se importam.

Outros acham mas não encontram

Contados, categorizados,

tidos na aptidão, não entendem,

não elaboram, não compreendem,

não encontram como seguir

mera instrução.

Das letras não lidas

Dos poemas que não lhes chegam

a mente, nem ao coração, das

bulas que não lhes curam males,

dos roteiros que não podem seguir,

dos textos que em nada lhes agrega.

Vítimas ou vitimizados?

O algoz não se aproxima,

é conhecido por não se apresentar.

Quem vai saber dos motivos,

das razões reais ou subjetivas,

se é que existem, cada qual?

Naturalizando o não natural

Esquecendo, dissolvendo os

conflitos reais, o que não é

natural, natural vai ficando,

ficando mais fácil ainda pro artificial.

O quanto é possível

Sem alarme, sem medos

sem chagas pelo avanço,

entender que o mais adaptado

ao meio é inteiro pra conquistar?

Melindres, firulas, medinhos:

Para tudo isto lugar não há por entre

linhas de código precisas e

impolutas que juntam o necessário

à solução inodora, insípida e sem cor

IA lê melhor do que você

 

 

 

Fugimos do feio – o quanto sua aparência influencia

feio-aparência

Confesse, sem dobrar os joelhos,

Que a cada espelho que aparece

Você dá uma olhadinha e

confere como tudo está,

fazendo pequenos ajustes

na sua aparência.

Cabelos então…

quem os tem, muito cuida

quem não os tem

muito investe

em trazer algum de volta

O peso é condenação

Da qual nunca se safa

Sempre sobram 3kg

para perder e como faz?

A cintura não é o que se quer

Nariz  menor, por favor

Ou um pouco pra cima

ou um pouco pro meio

o arco, ou tudo menor,

ou tudo mais arrebitado

Cheiros, disfarçar

com mais perfume, mais

fragrância, mais lavanda

mais creme e desodor,

mais essência no sabão.

 

Roupas sempre faltam

Mais um terno e mais 30

gravatas, mais um pretinho,

mais uma saia beringela,

mais um tomar-que-dê-certo.

 

Boa aparência, quer quantas?

Na praia para impressionar

No restaurante para causar

No evento para lacrar

No escritório para definir!

Ser feio? nem pensar

Ao acordar, quando olha

naquele espelho, só seu

o que vê sem retoque é

Quase ….Feio? nem pensar!

“Só o que é belo nos faz abrandar o passo
O que é feio apressa-nos o passo.
Fugimos do feio como do diabo.
À mesma velocidade.”

Influenciar ou fazer? Vai lá e faz!

influencer

Por medo

Por insegurança

Por falta de…Por excesso de…

Eis a dúvida:

Influenciar ou fazer?

Paralisa ou caminha?

A sensação de fazer

O que de fato não faz

Confunde a rotina,

Ocupa a cabeça,

Mas não satisfaz.

Resultado, cadê?

Quando termina o dia,

A semana, o mês

Quando acaba a

manhã, o que restou

na peneira pós confusão?

Procurou e… nada?

Tarefas muitas,

pensamentos acelerados

pulando prá lá e prá cá

Inícios intermináveis

Mas encerramentos…

Talento, quer um pra viver?

Habilidade especial

aquela que está lá

dentro, em algum

canto nublado

ficou sonolenta?

O velho ronca alto

Fazendo muito do velho

que sempre faz muito barulho

acaba abafando

o que o novo diz:

m.u.d.a“!

Senão agora,

Quando?

Senão você,

Quem?

Senão aqui,

Onde?

 

Desigualdade – antenas captam sinais da pobreza

desigualdade-antenas

Ondas transmitindo sinais

Partindo dos pólos onde

a concentração econômica

se verifica, ondas transmitem

os sinais da desigualdade

manifesta e garantida.

Quantidade x concentração

Fácil também é verificar

a triste relação entre

a densidade de pessoas

num dado local e a renda

de cada uma delas.

desigualdade

Desigualdade costurada

Tecido social bem esgarçado

onde remendos e chuleios

tentam manter o mosaico.

Mas olhando com cuidado,

no meio do fuxico, tem buracos!

Desigual ou diferente?

Há variedade de cores,

De pele e de texturas de cabelos;

Há variedade na quantidade de notas

Na carteira e no banco, há cinturas diferentes.

E pessoas? São diferentes ou desiguais?

Sempre foi e sempre será?!

E para captar tanta diferença,

Antenas coladinhas umasnasoutras

Captam e transmitem as

melhores ondas para os

escolhidos por não se sabem-quem

Bairros nobres? Mais antenas

 

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