Networking – sem trabalhar não há rede 2

networking

Ambos surpresos

por tanto tempo sem contato;

julgavam-se antenados com

networking e coisa-e-tal

e deixaram passar.

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Contaram, em revezamento,

as conquistas e problemas

neste período todo

as doenças? falaram rápido

para não pesar o clima.

Casamentos, separação

também foi tratado assim,

meio superficial, que nem

sempre é pejorativo,

é bom ter em mente.

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Fila enorme mas andou

feito o credenciamento

combinaram de se

falar logo depois,

para marcar outro papo.

No ambiente da expo

pescoço esticadinho

procurando as pessoas

que afinal queria encontrar

mas …nem sinal.

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Tinham uns grupinhos

aqui e ali, outros andando;

e outros no meio dos

corredores de circulação

que não é local para parar.

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Circulou também

para tentar encontrar mais

alguém, para que pudesse

sair do anonimato da multidão

e conseguir mais contatos.

Cansaço já sentia

e foi buscar água e café

que é sempre o melhor

a fazer para superar a

sensação de chatice.

Quase descrente de

vir a ter algum sucesso,

viu no canto do balcão

falando ao telefone, um

dos pop-star que procurava.

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Aproximação calculada

ombros para baixo, sensação

de ganhador-de-prêmio

seguiu na direção, para o alvo,

na certeza de tentar a vitória.

Mas.. tropeçou

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Direto ao ponto: não me peça o que só você pode saber.

eu não sei

Veio direto

não teve cumprimento,

conversa cerca lourenço,

firulas, disfarces

pedindo o que queria saber.

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De chofre, de pronto

foi logo pedindo uma

resposta, um conselho,

uma saída para uma

situação complicada.

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Desandou a falar

sem pedir licença,

sem saber se podia,

sem se importar mesmo:

desfilou a estória

Quanto mais falava

mais se inflamava

tom de voz subindo

e todos em volta

olhando, boca aberta.

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Quem escutava

também de boca

aberta, nada entendia:

qual a razão de ter sido

a escolha… não sabia.

A estória era comprida

tinha idas e voltas, tinha

franjas e adjetivos muitos.

Tinha emoção fervente

que esquentava ao redor.

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Quem ouvia se perguntava

nos pequenos intervalos para

o fôlego, que raios acontecia

e o que deveria fazer:

levantar e ir embora, pode?

A estória não tinha fim,

parecia que a fala durava horas.

Quem ouvia já tinha perdido

quase todo o sentido,

ficara mesmo ensimesmado.

Imagem relacionada

 

Nada dura para sempre

é o consolo e a angústia

de todos. Também,a estória

acabou. Momento de renovar

a pergunta: o que fazer?

Um remédio, uma mágica

um passe, um unguento,

uma massagem, um sopro?

quem sabe o que dizer

numa estória destas?

poção mágica

Silêncio finalmente;

uns momentos de pausa

mas que não abasteceram

condições para a resposta

e sanar a aflição.

E num rompante

quase um vazamento

se ouviu “NÃO SEI!

seguido de: NEM PARA

MIM! SÓ VOCÊ PODE SABER!

eu não sei

Levantou; saiu da cena,

rodeado do ar quente que

em volta de todos cresceu.

Caras perplexas, bocas

mais abertas a.i.n.d.a

Estava certo? ou errado?

plateia dividida. Pouca

empatia? Faltou coração?

Ou de fato não dava mais

para suportar aquela situação?

Quem não quer um conselho?

alguém que resolva todas as encrencas

que moram no peito, perto do pulmão?
quem não quer uma capa para ficar

invisível e simplesmente fugir?

 

NÃO SEI e Só VOCÊ pode SABER

ficou zoando por sobre as cabeças

entrando vagarosamente em cada

um como uma pontada, um corte,

um jeito de retomar o que se perdeu.

 

 

 

 

 

A fala do seu corpo fala tudo de você

Close up of man touching mustache

Pertinho do prédio, já podia diminuir o passo

Mãos nos cabelos, sempre acontecida

Estalar os dedos também.

A fala do seu corpo revela sua pressa…

Chegou! Foto e passe liberado.

homem bonito sorrindo

Mais uma arrumada no cabelo

E outro estalar de dedos.

Nono andar, porta abrindo,

Já começa o sorriso ensaiado

Para bom aproach com cliente.

 

Pediram para sentar e esperar

e enquanto isso, mexer no cabelo,

olhar o smartphone, estalar dedos e

pernas balançando também;

Terão vida própria? Pode ser…

pernas balançando

 

“Pode esperar mais um pouco?”

Olhada no horário, 10h30.. ferrou!

Vai perder a consulta das 11h, com

aquele gastro, para tratar de problemas

desagradáveis… custou tanto a marcar…

 

Corpo falando; seguia esperando

Enrolando cachos e esqueceu das pernas;

mas lembrou dos estalos e alongamentos

dos dedos… quase saíam das mãos, quando

notou que alguém lá dentro olhava…

 

“Aceitava um café?”

agradeceu … claro que sim! e os

cabelos iam da mão direita para a

esquerda… já nem se dava conta

e dos olhares.? destes dava sim.

Cruzou braços junto ao tronco

e já tinha esquecido o sorriso

no bolso, com as chaves.

Os dedos estalaram mais alto;

Até que veio o cliente, ufa!

Serious businesswoman at the window

Cabelos desalinhados ?

Arrumou novamente e de novo

e entregou a proposta.

Estalou dedos, discretamente

desta vez, e notou outros olhares…

olhares

Lendo o documento

o cliente não lhe dirigia uma

palavra que fosse, e novamente

cruzou os braços após sentar-se

e balançar as pernas.

O cliente agradeceu

despediram-se, arrumando de

novo a cabeleira. Desfez a cruzada

de braços, levantou-se e foi

para o elevador, sob cochichos.

 

 

11 horrible body language mistakes

 

 

Você não sabe discutir – nem eu

dicutir

Fazia tempo que divergiam

Sobre o tempo, sobre as cores,

sobre sabores e ventos,

sobre sinais, sobre bobagens

e o que importa é discutir

Começavam no tema

e rapidamente se afastavam,

percorrendo caminhos de

ressentimentos antigos,

cozidos no escuro, lá no fundo.

Qualquer motivo era bom

para discutir, para elevar um

pouco, a cada argumento, o

tom da voz. O cinismo era

sempre convidado também.

Tempos outros, outros tempos

em que as ideias podiam ser

diferentes, opostas ou apenas

em pequenas divergências e

o lado cético era de bom tom

Sem perceber como,

uma fronteira, uma divisão

foi aparecendo bem no meio

e a cada palavra de um, o

outro sentia a estocada.

Perdidos em discutir

em nada avançavam,

perdiam o fruir,

fomentavam refluxo,

azedavam o clima.

Contaminados, ao redor

sentiam a necessidade

de escolher um lado.

Já se armavam contra

para outras guerrinhas.

O gosto por combater

acabou fincando bandeira

e aqueles que antes se viam

próximos, nem mais se viam

na confusão do quem tem razão

Opinião pode haver

E sempre há. Na construção do

argumento há espaço para

respeitar quem se opõe.

Só o justo embate é fidalgo.

 

 

Opinião e argumento

 

 

 

 

 

 

 

Quem foi? Sumiu o celular no salão

sumiu o celular

sumiu o celular

 

“Quem foi?

Sumiu!

Estava aqui!

Juro que

Deixei bem

Aqui o celular!”

Era o que se

ouvia na sala

grande, depois

do almoço,

na volta.

 

Esqueceram

Um aparelho

caro, muitos R$,

daqueles…

Ultra-blaster.

E o danado

sumiu. Perda

irreparável,

momento

de sofrer.

 

Ficaram no

andar, a copeira,

o menino que

limpa e mais 2

estudando.

A histeria,

potenciometro

privilegiado,

fazia o grito

mais alto, mais!

 

“Ia chamar a polícia!

Não vai ficar assim!

Como pode haver

roubo aqui dentro?”

Todos ouviram,

Olhares se cruzando.

A copeira e o garoto

com a boca aberta

e as bocas dos outros

dois, que ficaram,

abriram também.

 

Chefia chegou para

entender o que houve:

balançando a cabeça

foi ligar para

“não-sei-quem-lá”.

Parece mesmo

que iam chamar a

polícia.. e desde

então, nada mais

se fala ou se faz.

 

Silêncio grande.

Da copa até

o corredor,

nada se diz.

Chefia ao

celular, dando

notícias para

matriz; cara feia.

Até o ramal

parou de

tocar em

respeito!

Copeira chorou.

Garoto da

limpeza? Olhando

pro teto.

A perda era

tão sentida

que de lá,

só se ouviam soluços.

 

“Ninguém

sai e também

não entra

ninguém.

Até as 16h

um delegado

chegará”.. Muitas

perguntas….

Cada um

por si,

no seu

canto:

Situação

e.s.c.a.b.r.o.s.a.

O que dirão

na matriz?

 

Ainda lamentos

“não é possível

ter ladrão aqui”

dizia de lá ,baixinho.

Pesa o ar,

Baixa em todos

a potência de agir,

não se sabe o que vem.

 

Alguém avisou em casa,

sutilmente, murmurando:

“caldo entornou vou

ter que esperar”;

Todos terão.

“E o spinning?”

“foi pro beleléu”.

 

Já passava das 17h

e nenhuma novidade.

Consolo? também não.

Todo mundo se

olhava de canto.

 

Da recepção se ouviu

o ramal e parece que

era a autoridade

que fora chamada.

“Chapa vai esquentar”

foi o pensamento geral.

Delegado de certo

não seria…tão pouco ninguém

sabia quem de fato

era e o que poderia

fazer e o que não

poderia.

Murmúrio? muitos…

 

Chefia foi atender

Traz com ele  um senhor

Calvo e magrelo.

Vão para sala de meeting.

No caminho, pediram

café e água e a copeira

olhava para uma miragem

fungando e tremendo…

devia estar com medo.

 

Café fresquinho, água

no copo de vidro,

bandeja e toalha

e lá foi ela olhando

pro chão.

 

Como seria e o quê,

quem saberia?

O certo é que

nada se fez e

nada se fará

até o the end.

 

O cara que chegou

cheio de poder

e foi lá para

sala do meeting

ia chamando cada um…

“Pode isso? “todos

se perguntavam;

“Eram obrigados

a responder pro

carinha lá?”

Grande controvérsia:

“E..se…negar de ir conversar

Pode chamar culpa,

atenção, Ou fica assim?”

Fica assim!

 

Chamada a moça do

contas-a-pagar.

Foi lá e demorou

uma meia hora, pegou

a bolsa e saiu.

Falou nada com

ninguém do que

conversaram afinal…

 

A vez agora era

da garota da TI.

Essa, já botou no ombro

a bolsa: esperta!

Ficou por lá uns 20′

e, igualzinho a outra,

saiu direto.

 

A moça da copa

suava e apertava

as mãos, esperando

sua vez, nervosa.

Dava dó, sabia?

 

Já o menino da limpeza

mais calmo, ficou

no celular, jogando,

tipo “tô-nem-aí”,

será mesmo?

Ih.. Chamaram! Lá se foi

ele, olhando para tela do cel.

A equipe, cá fora, num baita

suspense, pois nada se sabia.

 

Ficou por lá mais de 40′

Os ouvidos da equipe

esticaram tanto que

pareciam estilingues

prontos pro tiro!

Mas…. nada se ouvia,

droga!

De lá saiu, pegou

a mochila, pôs de lado,

e se mandou.

 

Neste meio tempo,

já tava um zumzum,

que se ouvia no

corredor, quando

da portaria, chamaram:

o contador atendeu

o interfone e mandou

subir.

Avisou que era o zelador

e mais não disse.

 

Os ômi deram uma pausa

na chamada para as conversas.

Apareceram para beber mais

água e ir ao banheiro, parece.

 

Chegou na recepção,

o zelador e trouxe

um pacote embaixo

do braço, apertado

no sovaco e largou lá .

 

2 da equipe pegaram o pacote

na recepção e trouxeram para o

salão grande .

O contador foi quem abriu

o pacote e em volta eram

mais de um milhão de olhos:

era isso mesmo : o esperado,

o sumido, intacto e brilhando,

Ô agonia!

 

Chamaram a chefia, que

chamou o moço magrelo

e um ficou olhando pro outro.

Mão na cabeça dum lado,

mão no queixo do outro.

Era humhum daqui e pigarro

dali. Pareciam não saber o que

fazer a partir de então…

O tagarela de finanças

perguntou: “tudo certo?

Vamos embora?”

E já foi pegando sua mochila

de grife espanhola e

mais não disse.

Ajeitou o cabelo,

foi embora, e todo mundo

o seguiu então.

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