Como faz para juntar
o que foi separado assim
meio sem vontade de
que ficasse tudo junto
de novo?
Primeira vez não é
e isto se sabe; ao pisar
em terras que não são
as que se nasce ,sorrisos?
são bem raros.
Sem falar esta outra língua,
sem condição de protesto,
sem condição de suborno,
sem condição de bancar
um jogo perdido lá trás
Os que chegam encontram
uma situação de dor talvez…
talvez pior da que deixaram,
difícil medir sofrimento,
e regras para tal não há.
Trazendo pequenos que têm
menos condições de enfrentar
vicissitudes do que os grandes,
é imposto, ô glória, uma separação
que de fato é determinante.
É um marco, uma cicatriz
uma tatoo que não vai se apagar
nos muitos ou poucos anos que
estarão por aqui ou por lá.
Haverá a lembrança da cisão.
Seja parente próximo ou
mesmo amigo era àquele o
elo, a luz de uma segurança
construída de algodão e
e penumbra, mas era .
Da caneta que estabeleceu
grandes prum lado pequenos
pro outro, também estabeleceu
que ficassem novamente juntos,
e novamente ,tudo sem jeito.
Afinal é gente de fora
e os de fora são estranhos,
são usurpadores, ameaças,
gente feia que assusta e,
por isto, vale bem pouco
Há muito mais o que pensar,
decidir, planejar, estruturar do
que ficar arrumando meios e
modos para que esta turba
tenha de novo sua unidade.
Tudo acabará por se
mostrar: ofertas de ferramentas
que invadirão, consentidas ou
não, até mesmo as origens
mais remotas de cada pezinho.
O que será feito com isto,
A quem interessa o jogo,
Quem ganha? difícil entender.
Já quem perde se conhece, é
o velho freguês de sempre
Como faz para reunir?