Sorte ou mérito

sorte

Sorte de nascer naquela

condição geográfica e

ambiental. Bebê saudável

bom peso. Ascendência

com bons dentes e gengiva.

Teve ao longo do

tempo de crescimento

relação parental de

proximidade, estímulos,

boas conversas e livros.

Casa boa, bonito jardim

onde 2 dogs faziam a festa

diária, trazendo bagunça

e lama na cozinha. Sorrisos

também, claro. Teve avós.

Vacinas? teve todas.

Calendário seguido e

cumprido. Contraiu

gripes pequenas; doença?

Não sabe o que é.

Mamou na mamãe

por quanto tempo não lembra

mas sabe, pelo que contam,

que foi bastante. Comeu

sempre quiabo e muitas folhas.

Gostava de literatura e física

e ninguém lhe apoquentava o

juízo. Escolheu mergulhar de

apneia e pular de asa delta

quando fez 18. E tudo certo!

Viajou de mochila por aí

antes da facul, para ver mesmo

o mundo e entender o que

queria ser quando crescesse.

Fez voluntário e muita limpeza

Decidiu por economia,

e foi estudar onde a fama era

antiga e sólida. Notas ótimas,

mais amigos, convite para

estágio em empresa classe A.

Interesse em continuar o

estudo. Aplicou para prosseguir

num local renomado, bem longe.

Das 3 vagas, papou 1. Malas

prontas, um tchau e partiu.

Partiu igual a tantos outros

que desfrutaram destas condições

na largada, vindo ao mundo

num tempo e lugar favoráveis;

cenário para exercitar o mérito?

Qual é a causa de obter

bons resultados? Descartar

o relevante papel  da abusada

deusa da sorte ou à ela tudo

entregar, meritosamente?

 

 

Nem em sonho – diferenças no sono e na pele

sono

Diferenças nas cores

das tantas peles em que

habitam seres pelos

4 cantos da nave,

pelos 4 cantos da terra.

Diferenças que transbordam

pelos cabelos, narizes, solas dos

pés e palmas das mãos.

Nas cicatrizes, nas dores, no

tanto de rejeição.

Outras tantas incertezas

de ir e de vir em paz,

de chegar em posições

de destaque, de presenciar,

de degustar à vontade.

Medos e privações que

inseridos lá onde não se

sabe chegar, onde não se

se sabe avariado, afetado,

não se reconhece comprimido.

Pavores ancestrais que

falam das terras onde

nasceram. Que terras são

essas, quem sabe seus

nomes e locais com certeza?

Trazidos, forçados, por

laços e cordas, por gemidos

nos barcos apinhados de

gente de tantos tons de pele.

Forçados por pares e diferentes.

Nem quando os olhos se

fecham e o projeto do ser

vai desligando funções para

o recarregar dos sistemas

e limpeza geral.Nem assim.

Nem quando os olhos se

fecham as funções acontecem

nas CNTPs. Nada disso.

É barulho, fumaça, calor

falta vento ou sobra frio

Nem no sono desaparece

a fratura que separa os diversos

tons de pele, esgarçando um

tecido social tão roto e envelhecido

que é difícil saber como cerzir.

nem em sonho

Celular vilão ou salvador?

Celular é o seu vilão ou seu salvador?

  1. Como grande parte dos hábitos e comportamentos dos tempos atuais não está na legislação temos, no convívio, brechas que podem levar ao conflito.

O uso do smart-phone pelos funcionários, durante a jornada de trabalho, é um clássico.

Pode ou não pode?

  • Se não pode, como fazer em caso de emergências familiares do time?
  • E se pode, pode por quanto tempo e em que momentos?
  • Ou pode sempre?

Entendendo cada parte 

  • Ao empregador

Cabe um poder diretivo que se divide em poder de organização, poder de controlar e poder de disciplinar o trabalho.

  • Deste modo, as regras do como, por quem, e em que condições todo o trabalho produzido pela equipe é parte da sua atribuição.
  • Claro está que não há o que comentar de orientações para atos ilegais ou lesivos a quem quer que seja. Não há previsão legal para atos ilegais, didaticamente explicando.
  • Ao empregado

Cabe o cumprimento do pactuado.

Neste pacto deverão constar habilidades, saberes, limitações físicas, horários e etc.

Em troca do seu labor, o empregado recebe a remuneração financeira e benefícios acertados.

E o celular?

Fica no âmbito deste entendimento.

Se o empregador vedar a sua utilização por entender que compromete o resultado pretendido, é possível que o faça.

O acordado deve prevalecer

Caso existam situações particulares é também possível que pelo entendimento possam existir condições para enfrentá-las.

Fontes:

A empresa pode

poder diretivo

 

 

Confiança e seu entendimento

confiança

De lei não tratemos

que de matéria legal

nem os que sabem,

estudam e atuam

concordam.

De confiança,

não tratemos, pois

também aqui

há espaço amplo

para interpretar .

De certo e errado

então, esqueçamos,

em definitivo, pois

o que hoje é de um

modo, amanhã? vai saber…

Convicções inabaláveis

são corroídas pelo

simples confronto com a

realidade; mas factualidades

tb podem ser distintas.

Distintas pelo ângulo

de quem vê, processadas

pelos seus códigos de

entendimento, comparação

e credos. Assim é!

Que antolhos protejam

o caminho, para dar alguma

tipo de confiança, já que

o desassossego é o mal

da vez.

Aos poderosos o condão

do gozo de torcer, esgarçar

e mover códigos, posturas,

práticas e instruções. Cesar

já reivindicava perante a Cruz.

Maior do que nações,

para além das fronteiras

que também já não existem,

paira,  sobre todos,

a inequívoca submissão.

Ao passado imutável um

retoque, um rewind,

um dito-pelo-não-dito

sob sigilo e segurança;

o decidido?não foi mais!

Revogue-se, descumpra-se

disponha-se em contrário e

quantas vezes necessário for

para que nem Rosemary

confirme ter tido um bebê.

Que desapareçam assinaturas

pelos próprios signatários.

Renegadas sejam!Que se invertam

sentidos na mesma direção e

que repousem no eterno faz-de-conta.

 

Dura lex sedi lex pero no mucho

Que Pasárgada! vou embora para Aurora

aurora

 

Agora sim, de fato

e de direito uma

reserva especial

Aurora, para causar e

posar de special.

Ir para o espaço

e não é retórica;

que bom poder ficar

bem longe dessa gentinha

daqui, tão igual.

Juntos, afortunados

olhando estrelas e lua

quase nos olhos, pertinho

da vastidão, entre todo

o luxo disponível nesta vida.

Que aceitem a reserva

pois negativa nem pensar

em receber. Imagina!

Rejeição é palavra velha

d’um dicionário fechado.

Preparativos para a

viagem sempre alegram

e para esta, tão inusitada,

irão gerar muito assunto

e invejinha.. que d.e.l.íc.i.a!

Ficará patente:

em Aurora só gente superior

Depois, entre os eleitos,

vai ter início a contenda para

o posto do mais superior, ainda.

Haja criatividade para

o serviço de quarto, de bebidas,

de comidas e eventos.

Haverá passeios por Saturno para

os que tiverem atestado esotérico?

Haverá sigilo? por favor!

Que haja blindagem total

para que ao ser quebrada

faça chover notícia em

todas as mídias, fakes or not.

Wi-fi em 5 G é o básico

nem há o que se perguntar;

e pegadas de carbono?ah..

….não nos interessam

neste momento.  Gratos!

E que não ofertem seguro

de viagem nem de bagagem

que ao menor sinal de finitude

já se desiste do investimento

e se programa algo mais descolado.

 

 

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