Macacos me mordam…que evolução é esta mesmo?

emoção

No topo da evolução

garbosos, metidos,

os sapiens divulgam

que são a “cocada-preta”

da cadeia de seres.

Dotados de linguagem

e da escrita, trocam, entre

pares, sua performance

espetaculosa ao longo

do tempo

Controvérsia não há

pois os demais seres

não se interessam

por estas picuinhas

e levam suas vidas

Plantas, peixes e

bois nem se dão

ao trabalho de

se meter em tamanha

bobagem, não “se-acham”

Os daqui, por outro lado,

recolhem evidências

para comprovar o que lhes

interessa e são mostradas

como irrefutáveis. Bah 🙁

evolução
evolução

Evolução é termo subentendido

também com boa dose de orgulho:

Para além de simples caminho

se torna em escada, distanciando

cada um, superlativos na passarela

Macacos me mordam

se evoluir é ser melhor

do que o que se era antes

ou se é apenas um “se tornar”

repleto de eventos ao léu.

 

Cursos Canal USP — A Saga da Humanidade – prof. Walter Neves

 

 

Emoção compromete; vamos dar um jeito nisso!

emoção

Saber que a emoção

compromete. isto se sabia

ou, ao menos, era um

suposição. E para isso

deve haver um jeito.

Sugestões e técnicas

de controle, de comando,

de reação, de consciência,

são cada vez ofertadas

em todo o tipo de custos/meios.

 

Atenção plena

ao que está sendo feito,

cada vez mais raro,

mais difícil de acessar:

mente de macaco.

No momento decisivo,

na hora h, de enfrentar o

desafio, o programa onboard

do corpo já dispara uma

serie de ações internas.

O calibre das veias

aumenta, o digestório

alivia, a pupila dilata,

a temperatura sobe.

Tudo pronto: fight or fly.

 

Mas o velho programa

pode precisar de upgrade;

a resposta pode estar

desconexa, pode haver

delay ou fast-tracking.

 

Por que não?

Faz-se um ajuste

uma reprogramação

e a pupila fica quieta

e nada mais aprende.

Talvez o bote não

tenha que ser armado;

talvez seja o caso de

manter a espinha ereta

e o coração tranquilo

 

Talvez

 

Emoção controlada pelo gadget

 

Bastou pedir : quando executar uma tarefa vira escaramuça

queda de braço

Bastou pedir

e já sabia o que

poderia vir

queda de braço

em retorno.

Olhos para cima,

enviesados,

ombros subindo

e descendo

e uma bufada.

Isso tudo

já sabia, mas

não identificava

como contornar

afinal, precisava.

Aguentar mais

um revirar de

“zoinho” era o

cenário e dele

fazia parte.

Se subisse o

tom da voz

quando pedia

seria o centro dos

olhares repressores.

Se pusesse mais

energia, corria o

risco de paralisar

o outro lado, um drama,

ao que parece, premeditado.

Só uma tarefa

nada de Sísifo

nada de Hércules

nem ao menos

uma maratona.

Carregava já

um desanimo

que contraiu faz

tempo neste

contato muito chato

Como não era

santidade, também

já ia de cara-fechada,

o que só contribuía

para o mal-estar

Responderia como

à Nicodemos

e enfeitando com parábolas,

quem sabe o milagre

teria lugar e também a tarefa?

 

 

 

 

Cada jogador sabe do seu jogo! Aqui reclamam por mais, lá reclamam por menos!

Quando tudo é dado,

todas as fichas na mesa;

todo jogador sabe seu

jogo e o jeito dos outros

e assim, segue a partida.

Não há que se falar

que não existirá fato novo,

pois mesmo os velhos

players podem, vez por

outra, vacilar com a peteca.

Mesmo assim, neste

contexto, a novidade se

mostra bem distante e

os prognósticos ficam

confinados num range.

Um pouco prá lá,

um pouco prá cá,

como numa valsinha

antiga e previsível.

Um a menos? é mais!

Quem espicha o

pescoço, como periscópio,

pode, de alguma maneira,

encontrar diferentes,

gente que joga estranho.

Gente que mora mais

longe ou nem tanto, mas

que ataca o jogo de

maneira muito, muito

estranha aos óculos de cá.

Gente que pensa no

todo, que pensa em toda

a campanha, não apenas

neste jogo, de hoje, deste

mes, deste cenário

Se convocados pros

times de cá, como seriam

não se sabe dizer, mas que

causariam estranheza

é conversa mole e fácil.

Quando os de cá reclamam

e motivos muitos existem,

que fique bem entendido,

podem se assemelhar aos

aos de lá. Mas só nisso.

Reclamam todos

uns pelo pouco, querendo

mais, outros pelo tanto,

querendo menos.

Mas nunca se encontram!

 

Médicos canadenses reclamam do aumento salarial. Querem receber menos.

 

 

Magia revelada, vem!

magia

No final do dia
ou da semana,
do mes,
whatever,
Num final qualquer

Aprisionada no
uniforme do
cotidiano, cinza,
muito sem graça,
pouca chance de rir

E ontem, e na semana
passada também
tudo parecendo
tão igual, tem dó,
tem dó!

Não transparece
no elevador, no
carro, no metro,
basta manter
o olhar no chão

Mas virou a chave
da casa, do bunker,
do casulo, que
jeito tem de continuar
a esconder?

 

O marasmo gruda
na pele e o passar
do tempo faz o grude
mais forte ainda
tem dó, tem dó.

Quem sabe

o que acontece

depois de abrir um gesto,

um movimento

que conta tudo de si?

 

Magia revelada,

Graça manifesta,

Brincadeira

ou alucinação?

tanto faz!

 

Que venha a dança,

o espaço para mexer,

para esticar bem forte

no alívio do peso na coluna;

que venha toda a saída do ar.

 

No espelho a mesma cara

que descobre um risinho

boboca como deve ser

enviesado quando começar

e gostoso ao se completar

 

Que venha a chance

de descobrir uma,

a possibilidade que

estava escondida

que venha… vem?

 

https://www.youtube.com/watch?v=305ryPvU6A8&feature=youtu.be

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