Crença que
mareia, vacila
ao menor sinal
de alarme real
ou imaginado.
Certeza que conecta
que religa com o alto
e para Ele, num sentido
vertical, erguido, rígido;
de ponta fina.
Tropeço que permeia
todo o caminho no
deserto, cheio de
de paradas, retrocessos
pausas com pequenos
avanços.
Crença que anima
que incendeia o
que há de impermanente,
de volátil, de simples sem
ser deixar de ser complexo.
Trindade dividida em
dor no sacrifício. Dogma
que radicalmente há que
se aceitar. Descartado o
conforto de entender.
Um pulo no abismo
na grande garganta
que puxa ou que empurra.
Que se nota ou que
se pula por sobre, sem ver.
Pino que conecta, que
religa, que vem “on board”?
Se existe, opera a transcendência
fazendo acender a Luz
no breu interno que habita aqui.
Dormir quando era para alerta
estar. Negar quando era para
depor. E tornar a negar de novo
e novamente. 3 vezes, ratificando
a pequenez que pranteia o divino
De tudo sabes e acolhes e
se te afastas para que o pior
tenha vez e mesmo assim
perdoas na perfeição abrindo
o espaço para o imperfeito.
No profano, no desvalido,
no violento e no cruel,
na dúvida que asssegura
esta fé tão pueril que estejas
e sejas a Graça infinita que basta.

