Abrindo a boca sem parar
bocejo contamina… Começa
uma infinidade, aqui e acolá
com barulho alto ou apenas
o ar…
Noites mal dormidas, servem
como desculpa. Da primeira
vez, da quinta … No entanto,
acontecem com frequência
e o bocejante começa incomodar
Na aula, na baia, na reunião…
Dando aulas interrompe. Sem
notar boceja, mareja os
olhos e censurar há os
que se atrevem…
Talvez fosse o velho conhecido
que caiu em desuso,
saiu da passarela, dos
top5 e do buzz que
circula sem freio
O tédio…
aquela sensação
que não é tristeza,
não é ansiedade,
não é isto…
É a sensação que não é…
que o que há não basta,
só cansa, não prospera,
é sem cor e sem paladar
é… um “não é”…
Lidar com isso,
dividir a sensação
com colegas, parceiros,
sócios de jornada ou
de CNPJ, quem há de?
Aporrinhar os demais
com assuntos que
nem se sabe definir,
talvez não seja
o esperado… ahhhhhhnnnnn

