Ofensas, injúrias
palavras duras,
cara-feia, trejeitos
muxoxos, caretas
tudo de difícil perdão
Colega que passa
na frente, que concentra
atenção, que toma a
palavra e não devolve;
Ninguém mais aparece…

Estranhos que
entram na conversa
que interrompem a
prosa, que estacionam
em duas vagas.
A conta que chega
errada: via de regra,
para mais. O cliente
que adia ad-eternum
o pagamento devido.
O erro de cálculo
que gera prejuízo
de tempo, de $;
o e-mail enviado errado
mandando beijo para…?

Boss boboca,
Copeira grosseira;
a conversa fiada
e a fila crescendo;
o esbarrão.
Tudo fica assim?
Ou é para perdão?
É para revide, pro confronto
pro “pega-pra-capá“, para
Talião?

Se quem ofendeu
ou atazanou merece
perdão, não é caso
de ser justo, só isso?
Perdão é esforço maior!

Como faz com o engasgo
o azedume e a praga
da vingança, gritando
pedindo briga e travando
o divino espaço de perdoar?
Tudo bem explicado,
mas na prática é outra a teoria
e o o botão da santidade
onde fica? tá esquecido
sob a poeira do dia-a-dia.


