Saber antes sobre o seu futuro; quer mesmo?

Saber em primeira mão, antes

de todos, antes mesmo de se dar

conta de que não sabia e que

precisava saber. Antes de precisar,

antes de perguntar

Descobrir informação que

pode mudar o rumo da vida,

da jornada, dos que estão ao

lado ou até muito longe

e que nem se cogita

Construído o meio, o código,

a forma de acessar um privilégio,

um conhecimento, uma informação,

faz o que com isto? Distribui o acesso

para todos, assim sem cuidado?

Talvez estruturar melhor em etapas,

criar degraus, ir preparando a quem

busca sem saber a encontrar o que

nem sempre quer ou que nem sabe

que vai encontrar… talvez

Talvez ficar com a informação,

colher sem autorização formal

de outrem, para estatísticas,

para a ciência, para condutas

de boa intenção. Ou não…

Talvez cobrar bem caro

pela informação, fazer com

que todo o trabalho despendido

seja remunerado a altura,

pois afinal é disto que se vive.

E como se vive depois de

saber? Como prossegue o dia,

o mes, o ano, como marcar o

barbeiro ou a maquigem depois

da epifania avassaladora?

Conselhos muitos virão

Esquecer, superar, duvidar…

pode haver um engano,

pode não ser um vaticínio

pode não ser… Será?

Pode também encarar,

agir a partir do que foi descoberto,

traçar logo a matriz GUT e

atribuir a pontuação esperada.

Escrutinar o plano de reversão.

Ou ainda perder o chão, o tino

perder o controle do choro e do

soluço, perder a esperança e a

visão de um futuro, agora turvo,

pelo que acabou de saber.

 

Tudo sobre você, todo mundo já sabe

 

 

 

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