Mistério, você ainda tem lugar por aqui?

misterio

Em que pese tanto avanço

tech, IA, algoritmos e previsões

ainda há um lugarzinho, um espaço

um canto que seja  para o mistério

nesta vida?

Diferente do novo e do velho

a conversa aqui é do não conhecido,

do nada sabido, daquilo que se

desconhece e que se percebe

pouco razoável prever vir a saber

 

O exame é da possibilidade de

de contemplar, se é que ainda

sabe o que é isto… Todos os

espaços de dentro e de fora

estão tomados pela analise?

Difícil de aceitar a oferta

de que o racional não dá conta,

ou o que ele conta nem sempre é

o que realmente conta: que é

o que tem maior valor.

A percepção é condutora

ou nem mesmo ela promove

o contato mais fugaz com o

mistério? Onde mora, onde

fica, onde começa ? e termina?

Do doloroso que recebe

explicações que em nada

confortam e por isto,

não trazem sentido. Na mesma via

o sensacional que talvez…b.r.o.t.e!

Das infinitas matizes e cheiros

que desfilam bem diante dos sentidos

que se ainda sentem, e se assim é,

não explicam mas revelam.

Não é o caso de muito falar.

Desde sempre, sapiens repletos

de elétrons que vagueiam longe do núcleo,

cheios de espaço vazio que juntinhos

aparentam maciço o que de fato

não é.

Se ainda mora em algum canto

o mistério em sua vida que papel pode ter?

É doce e manso o convívio ou já expediu o

despejo e, data venia, no contraditório

encontrou  pra tudo tem uma razão?

 

 

Trópicos utópicos – um sonho brasileiro sob o Equador

Mesmo não estando mais em tempos românticos,

Eduardo Giannetti, economista e cientista social se aventura a olhar de maneira calorosa a possibilidade de um sonho brasileiro sob o Equador.

Interessado em revirar e remexer conceitos econômicos e seus indicadores, vagueia entre o passado e o futuro, costurando provocações sucessivas.

Trópicos Utópicos, assume uma crise civilizatória e rejeita as correntes mais otimistas de estas são as melhores épocas, onde enormes contingentes superaram a pobreza.

Alerta:

Está tudo certo? 

Mesmo?

Ao longo do livro, organizado, como tantos outros de antigos filósofos, em artigos, vai sempre se afastando do normativo. É intencionalmente provocativo:

 

Soluções, quem as terá?

 

O autor não se arvora em garantias e nem flerta com listas numeradas nem 5 passos para o sucesso.

 

tropicos utopicos

O que chama a atenção

  • A estética adotada onde a ourivesaria dos mini-ensaios possibilita ao leitor um folhear descompromissado, num primeiro momento. Um trecho mais breve pode ser lido, e uma vez o enlace, é possível avançar para etapas mais densas da narrativa.
  • Facilidade de comunicação, trazida das muitas aulas, debates, entrevistas e “caras-a-tapa” que o autor se envolve, desde muito tempo.
  • Exemplos numéricos que, para muitos, como eu, explicam facilmente o argumento sustentado até então. Destaco o tema “ar condicionado”.
  • Coragem de enfrentar indicadores e outros temas econômicos consolidados como o antigo PIB.

Fique alerta para estes trechos:

  • A analise crítica quanto ao engessamento de conceitos, tais como felicidade.
  • A construção de uma utopia de “sonho nacional” na contra-mão do tanto que se apregoa em termos de fluidez territorial. Para o autor o fato de poder me desterritorializar como brasileira e me fundir à cultura nipônica, se assim me convier, é preterido frente às características que todos, brasileiros, temos, lá no fundo.
  • A visão da significativa importância da cultura afro e ameríndia em nosso “jeito-de-ser” em contraposição à tradicional, eurocêntrica.
  • O questionamento do que é ter sucesso.

O que decepciona

  1. Fica para a segunda leitura, se for o caso.

Em resumo

É livro, em larga medida, de agradável e instigante leitura.

O saldo é um repertório ampliado para uma reflexão mais elaborada.

Que, afinal, me pareceu a tônica de todo o texto.

 

https://www.youtube.com/watch?v=8i6L1yJPmO8

 

 

Networking: para fazer uma rede dá trabalho

exposição

Decidiu ir a feira de negócios

badalada que só.  Queria conhecer

uns 3 ou 4, networking, sabe?

Esses tavam no radar faz

um bom tempo. Queria conhecer.

networking

 

Roupa escolhida e vestida,

saindo e pensando como

se sairia por lá. Uma estratégia

era inteligente, né?

Ia pensar numa.

 

Talvez fosse melhor não ir

e se preparar antes, para

outra oportunidade, falava

o “anjo da direita”.

O “da esquerda”, empurrava pra lá.

anjo bom e anjo mau

 

Uma ideia: descobrir alguém

que pudesse lhe apresentar aos

pop-stars que queria conhecer.

Poxa, trabalhar isso antes

era importante hein…

Tá.. mesmo que descubra,

quando estiverem em contato

como faz? O que diz? O que

pergunta? Entrega um cartão?

Vários em papel ainda ou qrcode?

 

qrcode

Melhor voltar e não estressar

esta chance de forma errada…

há de ter outros eventos, e chegando

com preparo prévio, as chances

aumentam…ou isso era desculpa?

 

Já chegou ao local do evento?

Mas não estava acreditando…

Encontrou um colega, de mais

de 10 anos, da empresa JzX, na

mesma fila de credenciamento.

 

Apertos de mão, cumprimentos

e um papo engatado em marcha

agradável.  Foram bons colegas

afinal.. E não se falaram

Por mais de 10 anos ..

 

Continua depois… talvez

Desigualdade – antenas captam sinais da pobreza

desigualdade-antenas

Ondas transmitindo sinais

Partindo dos pólos onde

a concentração econômica

se verifica, ondas transmitem

os sinais da desigualdade

manifesta e garantida.

Quantidade x concentração

Fácil também é verificar

a triste relação entre

a densidade de pessoas

num dado local e a renda

de cada uma delas.

desigualdade

Desigualdade costurada

Tecido social bem esgarçado

onde remendos e chuleios

tentam manter o mosaico.

Mas olhando com cuidado,

no meio do fuxico, tem buracos!

Desigual ou diferente?

Há variedade de cores,

De pele e de texturas de cabelos;

Há variedade na quantidade de notas

Na carteira e no banco, há cinturas diferentes.

E pessoas? São diferentes ou desiguais?

Sempre foi e sempre será?!

E para captar tanta diferença,

Antenas coladinhas umasnasoutras

Captam e transmitem as

melhores ondas para os

escolhidos por não se sabem-quem

Bairros nobres? Mais antenas

 

A leitura de 20% do texto – Pareto alerta

Vilfredo Pareto já sabia – a leitura de todo texto é de somente 20%

sÒ 20% do texto será lido

  • Numa associação bem livre com a regra de Pareto, onde o economista italiano partindo de suas ervilhas, observou àquela relação, trazemos a relação 80 x 20 para a completude da leitura dos textos.

Os títulos ou manchetes captam a atenção e são eles os merecedores da atenção da maioria dos leitores.

É onde irão residir por instantes muito breves 80% dos leitores: olhos e atenção.

É assim faz tempo

Fazendo um passeio rápido, à época em que as notícias eram consumidas, majoritariamente por veículos impressos, o fenômeno já se observara.

Era comum uma parada estratégica, nas bancas de jornais e revistas, para ler as manchetes. Era?!?!

E as manchetes representaram fonte prevalente de número importante da população. Com base nesta passada d’olhos se conhece a pauta do mundo, do país e do estado.

 

leitura das manchetes

É sabido de manchetes saborosas que com a continuidade da leitura revelam independência do restante do conteúdo.

Se 80% dos leitores só leem os títulos…

Ficou fácil saber… as pesquisas indicam que ao redor de 20% dos leitores complementam a leitura. Seja de um artigo, de uma reportagem, de um paper, de um e-book.

Estes leitores, fisgados pelos títulos, são capazes de ir um pouco mais adiante e finalizar a leitura do teor proposto.

Esta constatação indica a acuracidade técnica necessária para que o que foi escrito seja efetivamente lido pela audiência.

Lido não é necessariamente compreendido, mas a prosa fica por aqui mesmo, senão vai faltar café para prosseguir.

Títulos e subtítulos

Mas não acredite que este apetite para a leitura é  intenso e/ou tenaz.

De fato, e a cada instante, estímulos outros entrarão na disputa e sairá vencedor o que melhor custo benefício entregar.

Esta equação tem mais de 50 tons de cinza e caramelo: no páreo, fatores objetivos e subjetivos se alternam sem que uma regra clara possa se estabelecer.

E Arnaldo permite regras não claras por aqui, entendido?

a regra é clara

O que fazer então?

200 gr de açúcar, 100ml de leite e sal também não irão resolver o sabor do que será servido.

Mas… de uma boa arrumação ninguém escapa.

Um texto arrumado, ou seja, com espaços em branco para o olhar descansar é bem cortês.

Parágrafos alinhados à esquerda, fonte de tamanho e traçado que facilite a leitura, progressão lógica do assunto explorado… vai ficando cada vez melhor.

eye+tracking

Ainda, tom e vocabulário adotados na mesma intenção: permitir que a leitura ocorra de modo simplificado e agradável.

Leituras também são experiências

Lembrando que alternamos papéis, ora leitores ora escritores.

Mesmo escritores dos mais despretensiosos, de um bilhete, de um e-mail, de um cartão. E todos somos leitores, desde instruções e procedimentos até textos mais elaborados.

Tendo a intenção e a atitude de proporcionar ao leitor a melhor experiência na leitura, pelo menos fica mais fácil acenar para aqueles 20% que estão mais dispostos a permanecer no seu texto.

Chegou até aqui! obaaaa

 

 

 

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