Verdade, nem me diga

Combinemos assim

verdade daquela

que anda sem roupas

e que nem civilizada é

não me frequenta.

Abro mão, passo a vez

para que dela preciso,

se quando chega só

causa balbúrdia e

ressentimentos?

Fiquemos na calma

do convívio blasé e

begezinho que com

tudo combina e

descarta o risco.

Verdade medonha

tão cheia de si que

nem dá espaços para

uma tangente, uma

tomada de curva.

Pelo espelho não se

vê a dita cuja. Faz muito

que a linha entre a rainha

e sua rival mudou de forma

e já virou espiral.

Anseios de muitos

para que a última forma

seja a inequívoca, àquela

que não há ousadia que

se levanta para o combate

E pode ser uma tolice das grandes:

Pode nunca ter existido a tal…

e todos ficamos com cara de

babaquara, com um olho só sem

encontrar e sem rei virmos a ser.

Crianças já sabe que não vale

para sempre a melindrosa;

vale para agora e já não vale

mais daqui a pouco, pois correndo

no pique pega ninguém a segurou.

Combinemos assim, me faça caso

e mantenha pra longe o cálice desta

embriaguez. Onde está e de quem é

nunca se sabe; mas muito se briga

e tudo isso dá muito…. s.o.n.o

Para ficarmos amigos de

balada, de cafezinho e de net

ou mesmo “a vera” não me

exija jurar por ela que também

por ela não te prometo nada mais.

 

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