Biografia, sabe fazer a sua?

biografia

Pediram uma mini-bio
Texto pequeno, poucas
linhas p/ ir junto
do artigo… pensou
naquilo… tá faz sentido

Iniciou um trecho com
jeitão simpático que
não emplacou:
era assim como estava
escrito?

Foi tudo pro “del” e
iniciou em outro
tom, mais distante
menos confessional
e de novo achou ruim

Escrevia tanto e de tanto
tema cascudo, desenrolava
bem, diziam que tinha nexo
e era fácil de entender…
mas a tal da bio?azedou!

Donde começa? da família,
da infância, do que estudou,
ou chuta tdo e se faz agora
no presente, sem raiz,
só caule?

Se é para ser só caule
melhor trocar o nome
e sobrenome melhor não ter
já que tudo isso conta
d’onde veio…ah difícil

Engasgou no subtexto
sem legenda
sem rodapé
sem post scriptum:
de fato não sabe quem é

Como faz sua mistura? Critérios de seleção

mistura

Quando você pode oferecer uma oportunidade

que critério utiliza? Pensa nisso, ou se vale do que

já deu certo e que fique assim, bem quietinho,

com as bênçãos do “sempre-foi” que tem um

poder que nem se sabe…

Estabelecer requisitos que não são

os tão comuns, dá um pouco mais de

empenho para atingir, descobrir caminhos,

talvez justificar a mudança, convencer

envolvidos, ou até a própria voz, lá de dentro.

Há que cuidar de etapas, sem resvalar

no piegas, numa proteção desmedida, ou

com medida, um mérito mas que não sai da

mesma origem e que tb não se lamenta;

considera contingências e a.n.a.l.i.s.a

O razoável pode ter muitos vértices

e motivos muitos podem coexistir.

Do que não se sabe, se condena à

exclusão ou se avança para uma

conquista mais larga do q comprida?

Capacidades, habilidades, saberes

doações, interação, convívio, opinião,

cuidado, imaginação, lógica e que

René e sua crença favoreça o traçado

dos eixos e tendências.

O que se destaca num momento,

num contexto?Quanto vale um saber

que não se compara e que veio de um

canto lá do lugar que ninguém sabe

e que faz toda a diferença?

Culpa, insegurança, aversão,

tantos layers envolvidos na escolha

da mistura que é preciso montar;

frequente não se conhecer tudo

o que tá lá dentro, escusas? não há

 

 

 

 

Sempre feliz!

Temos cá a ideia, ou tal

se propagou, que tudo o

que se quer é ser feliz

todo o tempo e neste

instante… a.g.o.r.a!

Criada uma precisão

de a todo momento

dar certo, ter vitórias,

acertos, assertividade,

produzir em larga medida.

E quando não se

atinge, não se alcança,

por um motivo ou por

outro, lidar com esta

questão?ficou difícil

Produzir mais, ocupar

mais, se enrolar mais,

encher a agenda, o tablet,

o smartphone, o app,

encher tudo para não ver

Tudo o que falta para

que um substantivo

idealizado a cada tela,

a cada estímulo, possa

favorecer a felicidade

Ter o dever, a virtude

e a posição no universo de

ser saciado, atendido,

prestigiado e reconhecido

e se assim não é, desço pro play?

Um emprego que não foi

o sonhado, uma vocação que

nunca soube qual, viagens

não feitas e o cabelão que

insiste em seus bad-days? vixe!

 

Tantos requisitos para

o projeto, tantas vertentes,

tanto o que atender que

fica para o próximo mês,

ou encarnação, ou para qdo?

Procurar obter mais recursos

mais competências, saberes,

conchavos, cochichos, mais

regime, menos calvície, mais

salto e menos pé-no-chão…

Talvez nem passe no

radar a chance comezinha

de mesmo com tudo a meia boca,

com tudo meio desarranjado,

ainda poder ter o luxo de dar risada...

https://www.youtube.com/watch?v=D2zuMMrKU-s

 

Quando a galinha se torna parente dos dinossauros

não goste

Dinossauros vagando pelo sul

do Brasil não se constitui em alucinação

tão somente. Até pode, mas não é

só isso, pois por lá estiveram

num passado distante.

Diversos deles, de diversos tamanhos

preferências de alimentação e tantas outras

características que quase não se enquadram

num mesmo grupo, inclusive para os menos

conhecedores destes saberes.

Viveram por muitas e muitas décadas

é o que nos parece, nestes outros tempos

tão distante daqueles em que lá mordiscavam

folhinhas tenras sob temperaturas quentes

e úmidas, os tais lagartos terríveis.

Mas até no nome não eram corretamente

descritos e assim ainda ocorre, com diversos

outros bichos, seres, situações e conflitos.

As descrições que assumimos são as que

nos parecem, sem nos importar se lhes faz jus.

Se nos parecem lagartos, pronto:

lagartos são e que se explodam as

demais partes daquele ser, que, de

fato, estão mais assemelhados aos jacarés e aves,

mas…. isso nos importa? claro que não.

dinossauros

À época em que os humanos não

tinham tantos recursos sofisticados,

caçaram sem dó dinossauros e outros bichos

para pegar só um naco de alimento

desperdiçando todo o resto. Novidade?

Gostamos de preservar, manter:

nos parece melhor, mais conveniente,

mais seguro, menos trabalhoso e,

impedindo a mudança, decretamos

em larga medida, a rapidez do seu fim.

Saltando no tempo, passando por

muito carbono, temos ainda a mesma

dificuldade em aceitar que tudo é

mudança e que para mudar há que

haver espaço para o erro.

Nem tudo é vitória como

consideramos; há caminhos que

podem e devem ter outras direções.

Há mudanças que podem até frustrar

demonstrando cabalmente nossa expectativa.

A certeza gostosa, quentinha e maternal

dificulta os avanços que fazem parte do curso

de todas as marés. E como a natureza não nos

obedece, de fato, impediu aos dinos o medo

de se tornarem galinhas.

 

A ideia veio daqui

Levantando a ponta do véu, o que se vê pode não ser real

real

Véus de todo tipo

passeiam por aí

trazendo uma certa

dificuldade em se

visualizar o que há

Véus tecidos por

palavras, tantas e de

de tantos sotaques

que a gente acaba

por ficar sem nada ver

Alguns mais densos, repletos

de informação e estímulos

daqui, dali, dacolá, do além

e ficamos enredados,

emaranhados, presos

Difícil é encontrar a ponta

dum véu.. ah difícil de mais.

Por vezes nem nos damos conta

de que nos envolvem de

tão danados que são

Acreditamos ver tudo

de maneira clara, cristalina

mas, de fato, estamos

vendo por meio de véus

que aparecem sei lá o porquê

Quem sabe o que faz

levantar a ponta de um deles

não é uma dúvida, sempre

benfazeja, que balança

as certezas da visão

Véus também nos ouvidos,

emaranhando o que se escuta

que nunca é de fato o que dizem;

é um outro som, este o que ecoa

na minha caixa de ressonância.

Véus de chumbo, véus de fita,

de filó, de renda, de veludo,

seja lá do que forem, vale

pensar que o que se vê pode ser

diferente do que existe, não pode?

Viu só?

Nem tudo que não reluz não é ouro

 

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