Crença que vacila

crença

Crença que

mareia, vacila
ao menor sinal
de alarme real
ou imaginado.

Certeza que conecta
que religa com o alto
e para Ele, num sentido
vertical, erguido, rígido;
de ponta fina.

Tropeço que permeia
todo o caminho no
deserto, cheio de
de paradas, retrocessos
pausas com pequenos
avanços.

Crença que anima
que incendeia o
que há de impermanente,
de volátil, de simples sem
ser deixar de ser complexo.

Trindade dividida em
dor no sacrifício. Dogma
que radicalmente há que
se aceitar. Descartado o
conforto de entender.

Um pulo no abismo
na grande garganta
que puxa ou que empurra.
Que se nota ou que
se pula por sobre, sem ver.

Pino que conecta, que
religa, que vem “on board”?
Se existe, opera a transcendência
fazendo acender a Luz
no breu interno que habita aqui.

Dormir quando era para alerta
estar. Negar quando era para
depor. E tornar a negar de novo
e novamente. 3 vezes, ratificando

a pequenez que pranteia o divino

 

De tudo sabes e acolhes e

se te afastas para que o pior

tenha vez e mesmo assim

perdoas na perfeição abrindo

o espaço para o imperfeito.

 

No profano, no desvalido,

no violento e no cruel,

na dúvida que asssegura

esta fé tão pueril que estejas

e sejas a Graça infinita que basta.

 

 

 

Poder e glória, quem lhes deu?

poderoso

Poder e glória,

fama, aplausos

olhares, cabeças

voltando na direção

deles.Quem deu?

Indiferença não

lhes cabe, nem

tão pouco a modéstia.

Quaisquer ação ou

inação repercute.

Intensos sentimentos

despertam com frequencia

amores, idolatrias, raivas,

ressentimentos, ódios

sempre relevantes

Habitam um olimpo

cercado de brumas.

Têm coceiras? unhas doídas?

e cera no ouvido, também?

Ou são asséptico-pasteurizados?

Fazem de conta para

os outros que inabaláveis

decodificam horizontes.

Para os demais é só uma

linha, lá longe mesmo.

Exibem seus conceitos

e pensamentos em todos

os cantos e para todos os

meios, há quem se interesse

por eles. Sempre há…

Numa versão atualizada

de semi-deuses desconsideraram

poderes antigos, para jogar com

cifrões, redes, produtos, medo,

anseios e outras commodities.

Espadas nem adagas,

nem capas nem turbantes,

nem tapetes que voam;

nem sabres, nem anéis

de luzes, não; nada disso.

Poder recebido

de milhões em todo o globo,

docilmente encantados

pela suas auras. Mas …

quem adornou? Quem botou lá?

Para dar maior graça

ao convívio entre os

que estão acima, resolvem

dançar entre twiters e

adds impulsionados.

As mesuras da coreô

são desenhadas a cada

lance, complementando

o esmagão as cabeças não

muito pensantes, como aqui.

 

Quem lhes deu?

 

 

 

 

 

Um exibido só seu!

exibido

Sabe tudo, o exibido

Conhece dos assuntos

e opina sem se avexar.

Vai de um tema pra outro

em céu, sem tormenta.

Conhece a Europa

sabe de vinhos, de carnes,

sabe de cafés e cremes;

conhece também os

mais finos doces.

De moda, também

sabe: dos diferentes

looks numa pegada

étnica ou boho ou dos

saltos do Christian Louboutin

Saltos, esgrima, badminton

praticou cada um, saca bem

das regras e manhas para

se dar bem. Maratonas na

Argentina e USA? também.

Poesia e prosa, claro

que é fera! Cita autores

livros, trechos de cor

sem saltear, indo do

Guimarães ao MC da vez.

Música então é

covardia do tanto que

conhece: rondó veneziano,

allegro e minuetos fazem

parte da ópera diária.

Tipo que estufa o

peito, exibindo o externo

proeminente que só.

Ombros para trás e

escápulas unidas.

Talvez encontre

em alguma esquina

um parente, um igual

que lhe faça graça ou

raiva. Por aqui, encheu!

As rodas já se abrem

com sua chegada e, aos

poucos, todos vão saindo.

Os conhecidos não

aguentam mais o pavoneio.

De monólogo e causos

contados em minúcias,

o exibido vai falando,

sem se dar conta que

paredes não conversam.

Talvez lhe agrade e

lhe faça sair do palco

e das luzes uma cutucada

um pisão no pé, um caô

bem mandado na lata.

Diz aí, agora e sem

muito enrolar que o

papo é reto. Responde

sem gaguejar

Qual é a cor da neve?

 

Neve branquinha? SQN

Verdade, nem me diga

Combinemos assim

verdade daquela

que anda sem roupas

e que nem civilizada é

não me frequenta.

Abro mão, passo a vez

para que dela preciso,

se quando chega só

causa balbúrdia e

ressentimentos?

Fiquemos na calma

do convívio blasé e

begezinho que com

tudo combina e

descarta o risco.

Verdade medonha

tão cheia de si que

nem dá espaços para

uma tangente, uma

tomada de curva.

Pelo espelho não se

vê a dita cuja. Faz muito

que a linha entre a rainha

e sua rival mudou de forma

e já virou espiral.

Anseios de muitos

para que a última forma

seja a inequívoca, àquela

que não há ousadia que

se levanta para o combate

E pode ser uma tolice das grandes:

Pode nunca ter existido a tal…

e todos ficamos com cara de

babaquara, com um olho só sem

encontrar e sem rei virmos a ser.

Crianças já sabe que não vale

para sempre a melindrosa;

vale para agora e já não vale

mais daqui a pouco, pois correndo

no pique pega ninguém a segurou.

Combinemos assim, me faça caso

e mantenha pra longe o cálice desta

embriaguez. Onde está e de quem é

nunca se sabe; mas muito se briga

e tudo isso dá muito…. s.o.n.o

Para ficarmos amigos de

balada, de cafezinho e de net

ou mesmo “a vera” não me

exija jurar por ela que também

por ela não te prometo nada mais.

 

Prioridade: a minha na frente!

prioridade

 

Necessidade,

capricho, prioridade,

carência, dor

obsessão, vontade,

ideia fixa.

O horizonte

de onde o olhar

vai em busca

de completar

as lacunas,

enxergando

na reta, por

antolhos,

num sentido e

direção únicos.

Na frente de

toda e qualquer

outra, que nem

em segundo, ou

por um deles, se cogita.

O foco é no

umbigo que ligou

mas ainda liga

o mais denso no

ser.

A urgência, a pressa

o pouco tempo daqui

são muito maiores do

quaisquer outros

mas.. que outros?

Que dos outros

cuidem os próprios

ou que se larguem

se deixem e não

atrapalhem o caminho.

A precisão de chegar

de aplacar o que ruge

por dentro, que toma

conta, que impele a

subir nos outros, mesmo!

Outros mais lentos,

menos preparados, mais

distraídos, gente sem foco

sem listas, sem metas

sem elencos notáveis

Muito mais relevante,

mais consistente, mais

adequado É o roteiro daqui.

O de lá que considerem

quem os criou.

Garantida e absoluta

inquestionável e soberana

a prioridade vista daqui

é a que passa sempre

à frente. Assim merece!

E se discordância houver

e há muito de certo em haver,

nada mais restará:

nem abalo terá lugar.

Desconsiderado; pronto!

 

notícia prioritária?

 

 

 

WhatsApp chat